O polêmico projeto de lei 5.669/2019, de autoria do Poder Executivo, que trata da devolução de R$ 311 mil, dinheiro que seria usado na aquisição de uma “vaca mecânica”, foi aprovado no início da tarde desta sexta-feira, 28, pela maioria dos vereadores de Vilhena.
Em sessão extraordinária, dos parlamentares presentes, apenas o vereador Carlos Suchi (Podemos) foi contrário à propositura, alegando incompetência do prefeito Eduardo Japonês para a aquisição do equipamento
Na sessão de quarta-feira, 26, Suchi já havia comentado o caso com fortes críticas ao mandatário municipal, que também foram repetidas na sessão de hoje (leia AQUI).
Para ele, a devolução do dinheiro, que estava na conta da prefeitura desde dezembro de 2018, representa “a falta de habilidade de Japonês para administrar o município”. Este é o quinto recurso que Vilhena perde e é devolvido aos entes federativos (leia AQUI).
De acordo com Suchi, o prefeito se reuniu com produtores e manifestou que o leite de soja produzido pela máquina seria venenoso.
“Esse gestor foi até uma cooperativa de produtores de leite e disse que o vereador Suchi é contra o projeto. O meu voto e repúdio é pela falta de habilidade do prefeito por não comprar essa máquina. E digo mais: por conta de ser uma verba de um Donadon, neste caso da deputada Rosangela, ele não queria adquirir, para que o nome dela não apareça na placa de inauguração. Isso é fato. Insisto em dizer: o prefeito Eduardo Japonês é um incompetente. Inclusive, para as pessoas que me questionaram diziam que o leite de soja é venenoso. Isso é uma coisa inadmissível”, disse o vereador do Podemos.
APOIO À DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO
Contudo, outros parlamentares considerados da base aliada defenderam a decisão de Japonês de devolver o dinheiro ao Estado.
Para Wilson Tabalipa (PV), o prefeito agiu certo e não foi incompetente na decisão. “É uma questão de licitação.
Valdete Savaris (PPS) alegou que é contra a devolução de um centavo, mas o problema está na licitação.
Já Rafael Maziero (PSDB) explicou que, independentemente de quem estivesse como gestor, seu voto seria pela devolução do recurso.
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