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Confúcio em visita ao site vilhenense / Foto: Extra de Rondônia
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O senador de Rondônia, Confúcio Moura (MDB), cumpriu agenda oficial nesta quarta-feira, 19, no município de Vilhena.

Ele se reuniu com lideranças políticas e comunitárias locais para anunciar benefícios ao município.

Em visita ao Extra de Rondônia, o parlamentar – acompanhado do pastor Carlos, segundo suplente de senador – comentou a agenda oficial que manteve no município, falou sobre as críticas de um parlamentar rondoniense, analisou o trabalho do Governador de Rondônia, Marcos Rocha e deu nota 8 para a gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

>>> LEIA A ENTREVISTA ABAIXO:

 

EXTRA: Qual é o motivo de sua visita à cidade de Vilhena?

CONFÚCIO: Uma visita que estava devendo à cidade de Vilhena.   Vim exclusivamente para visitar a Vilhena, a prefeitura, ao lado do meu amigo Passtor Carlos, meu segundo suplente no Senado. Estivemos em reuniões na prefeitura, Câmara de Vereadores, e fomos muito bem recebidos. É mais um reencontro com a cidade, entidades, a classe política. Foi esse o objetivo.

 

EXTRA: Sobre benefícios para Vilhena?

CONFÚCIO: Os benefícios vêm à Vilhena até sem pedir. São inúmeros. E, a gente até se surpreende.  Hoje mesmo chegou um recurso aí, eu nem sabia, já estava na conta já, para a saúde. Tenho um projeto de teatro, informatização escolar, mandando computadores, móveis. Mais de R$ 12 milhões são para a Saúde. Podemos citar também a duplicação da BR-364, que será feita a través de concessão, com o pregão acontecendo no dia 27 de fevereiro. A duplicação acontecerá nos trechos mais perigosos,  e construção de terceiras faixas para deslocar as carretas do meio da pista, para deixar os carros pequenos passarem, evitar acidentes frontais entre carros pequenos e carretas. É uma concessão muito importante, porque se for esperar recursos do orçamento da União, não terá condição de fazer tão cedo, porque são  investimentos de R$ 8 bilhões. Então teria que ser mesmo o capital privado, entrar isso parcelado,  com 7 pontos de pedágio, 4 estações de pedágio de Vilhena até Cadeias. E quanto mais empresas aparecerem, menor será o preço do pedágio. A disputa é importante,  porque baixa o preço do pedágio.

 

EXTRA: O deputado federal Lúcio Mosquini acompanha de perto a construção do viaduto (em fase de execução), no trevo entre a BR-364 e o cruzamento com a estrada que liga Colorado do Oeste. Como está essa situação?

CONFÚCIO: Está havendo um problema com a Energisa, que está cobrando um valor alto do DNIT para poder resolver uma situação envolvendo a energia elétrica. Acredito que, rapidamente, se agora passar essa época de chuva, as obras recomeçam rapidinho. Acredito que no fim de março retoma a obra com velocidade.

 

EXTRA: Nesta semana, o deputado federal Delegado Camargo fez críticas devido a um vídeo em que o senhor homenageia o PT pelo aniversário da agremiação partidária. Tem algo a falar sobre isso?

CONFÚCIO: É a posição dele. Ele é um deputado…não sei se de direita ou de extrema direita. Não o conheço e não lembro ter visto ele  alguma vez na minha vida. Se o encontrei, foi ocasional. Não vou rebater porque não o conheço. É uma pessoa que tem suas atitudes. Se ele acha coerente, defende esse ponto de vista, eu respeito, sem nenhum problema. Ele tem suas opiniões e eu tenho as minhas. Deputado questiona deputado, senador questiona senador. Então, quem deve debater com ele é Claudia de Jesus. E ela deve dar a resposta em meu lugar.

 

EXTRA: Como está o MDB hoje no estado de Rondônia?

CONFÚCIO: Estamos na fase de restauração, de recuperação do partido, da organização de a gente voltar a eleger.  Precisamos preparar uma nova geração de candidaturas. Há muitos nomes que não disputaram eleição, foram prefeitos, ex-prefeitos, bem conceituados. Estamos buscando essas pessoas. Vamos montar uma nominata leve, assim, sem estrelismo, de forma tal que a gente possa eleger deputado estadual com menos votos, porque tem puxadores de votos aí que fazem 25 mil votos, como Laerte e outros tantos. Tendo uma nominata jovem, podemos eleger um deputado federal ou estadual com 12 mil, 10 mil, 8 mil votos. Sempre tivemos 4 deputados estaduais, sempre tivemos deputado federal desde Jerônimo (ex-governador). Hoje elegemos só 4 prefeitos, e 4 vice-prefeitos, além de 60 vereadores.

Senador deu nota 8 para a gestão do presidente Lula / Foto: Extra de Rondônia

EXTRA: Como é o seu relacionamento com o governador Marcos Rocha?

CONFÚCIO: Ele trabalhou comigo, tinha muita confiança, na época. Mas depois foi eleito  pela mão da Bolsonaro, pelo PL, hoje está no União Brasil. Foi aí ele começou a fazer algumas críticas do meu governo e tal. Mas fiquei calado muito tempo. Só um dia que eu dei uma resposta pra ele, durante a Rondônia Rural Show. Ele falou que pegou o estado endividado. Retruquei. Disse que seria estranho ele fazer um discurso desse, justamente num palanque que eu construí, que é a Rondônia Rural Show. Deixei o estado viável. Diria que com a bola na marca do pênalti, e era ele só bater. Não teve nenhum problema,  não teve uma greve, por exemplo. Desejo a ele muito sucesso,  porque a gente gosta do estado de Rondônia.

 

EXTRA: Em dois anos acaba seu mandato no Senado. O senhor pretende disputar a reeleição ou disputar o governo de Rondônia?

CONFÚCIO: Essa resposta ainda não tenho. Estamos avaliando o cenário,  porque mudou totalmente. Agora o cenário é mais de direita. Tenho que avaliar o terreno que vou pisar. Ainda há tempo para analisar. Mas acredito que uma candidatura ao Senado será mais difícil de ganhar  do que ao governo.

 

EXTRA: Analisando a questão administrativa nacional, qual é a nota que o senhor dá para o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva?

CONFÚCIO: O Lula tem que ser avaliado pela história dele. Em seu primeiro mandato, ele chegou a um índice de popularidade extraordinário,  e  depois foi reeleito. Fez um mandato excelente, sem problema nenhum, um mandato muito proveitoso. Agora ele retorna. Contudo, com dificuldades para aprovar medidas provisórias no Congresso. Hoje, eu que estou lá  apoiando o Lula,  vejo que temos três  ministros importantes no governo dele. Assim, minha avaliação sobre a gestão dele é boa para Rondônia. A minha nota é entre 7 e 8. Para Rondônia, por exemplo, querendo ou não,  gostando ou não gostando,  foi bom para o Estado. Há investimentos em Habitação, retomaram obras inacabadas, recursos para as prefeituras  sem boicotes. O Lula não virou as costas para Rondônia. Cacoal, por exemplo, é uma das poucas cidades que tem  água de esgoto, quase 100%. Hoje  Porto Velho está com um aeroporto maravilhoso.

 

EXTRA: O senhor tem conhecimento sobre o andamento de obras na BR 174?

CONFÚCIO: Já houve reunião entre as bancadas de Rondônia e Mato Grosso para tentar retomar as obras nessa rodovia. Só que ainda não tem projeto de engenharia. Semana que vem tenho audiência na Casa Civil. Vou lá para incluir a BR-174 no PAC. A obra do PAC tem dinheiro. O projeto deve demorar um ano, mais ou menos.Tem um impasse com os indígenas a resolver. Faz algum sistema de indenização, faz algum sistema de agrado para os indígenas. Eles querem a participação do pedágio, como tem aquele trecho lá de Roraima, onde os índios cobram o pedágio. Mas a primeira etapa é fazer o projeto de engenharia. Então, vamos arrumar o recurso.

 

EXTRA: Para encerrar a entrevista: qual é a mensagem que você deixa para a população de Rondônia?

CONFÚCIO:  A mensagem que eu deixo para a população de Rondônia é de otimismo,   porque o Estado   avança   sozinho,   ele avança muito bem,   empresariado forte, corajoso,   investe mesmo.  É a pujança da economia do Estado. É o terceiro Estado de pleno emprego no Brasil, com índice de 3,3% de desemprego só. Baixíssimo. Só perde para o Mato Grosso, que é 2,2% de desemprego. O que está faltando  agora  – e é o que eu sempre falo nas minhas entrevistas –   é a organização da pequena propriedade.   É um sistema de cooperativismo organizado. O modelo Santa Catarina, do Paraná.  Então para organizar   a economia, tem que produzir   em escala, em grande quantidade.   O pequeno pode também   produzir em escala.   Isso é fundamental. Eu creio muito em Rondônia.   Não tenho a menor dúvida   que é um Estado   que quem ainda quiser  prosperar pode vir para cá.

 

 

 

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