
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na terça-feira, 9 de dezembro de 2025, a Operação “Escudo Protetor”, voltada ao combate de crimes relacionados à posse e ao armazenamento de material contendo abuso sexual infantojuvenil.
As ações ocorreram em Guajará-Mirim, onde foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, ambos expedidos pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam um equipamento eletrônico que pode ter sido utilizado na prática criminosa. O material será encaminhado para perícia técnica.
A investigação teve início após a identificação de um homem suspeito de armazenar e disseminar conteúdo envolvendo crianças, inclusive mediante aliciamento de menores para produção de material e envio de imagens. As apurações permitiram identificar cerca de 30 vítimas, muitas delas submetidas também à violência psicológica e à coação moral.
As diligências revelaram ainda o uso de perfis falsos em plataformas digitais e redes sociais, por meio dos quais o investigado mantinha contato com crianças e adolescentes.
A PF destaca que, embora o termo “pornografia” ainda conste na legislação (artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente), organismos internacionais recomendam o uso das expressões “abuso sexual” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com mais precisão a gravidade e o caráter violento desses crimes.
A corporação também reforça o alerta a pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar crianças e adolescentes no ambiente virtual. Conversar sobre riscos, ensinar o uso seguro de redes sociais e aplicativos, e acompanhar mudanças de comportamento — como isolamento repentino ou sigilo excessivo no uso do celular e computador — são medidas essenciais de proteção.
A Polícia Federal conclui ressaltando que a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e que a informação é uma ferramenta fundamental para impedir que novos casos aconteçam.












