
Na noite de quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, a guarnição da Rádio Patrulha da Polícia Militar realizava patrulhamento de rotina pela Rua H1, no bairro COHAB, em Vilhena, quando, ao acessar a quadra 02, observou um veículo VW Gol saindo de uma residência com três ocupantes.
Conforme apurou o Extra de Rondônia, ao notar a aproximação da viatura, o condutor passou a apresentar comportamento atípico, o que motivou acompanhamento tático.
Já na Avenida Paraná, os policiais visualizaram um dos ocupantes arremessando pela janela do veículo um invólucro plástico que continha quatro porções de um pó branco, com características semelhantes à cocaína.
O automóvel foi interceptado e os três homens abordados. Durante a ação, um dos ocupantes assumiu ser o proprietário da droga e informou que havia adquirido o entorpecente na residência de onde o veículo havia saído, pelo valor de R$ 50.
Diante da informação, os militares se deslocaram até o endereço citado, onde encontraram um casal consumindo cocaína. O homem se identificou como proprietário do imóvel, autorizou a entrada da equipe e acompanhou a revista.
Na sala de estar, os policiais constataram forte odor de maconha e localizaram, em uma gaveta de um móvel, 24 invólucros plásticos com porções de cocaína, outros 27 invólucros contendo entorpecentes, um recipiente de vidro com maconha submersa em líquido desconhecido, uma balança de precisão, embalagens plásticas semelhantes às utilizadas para acondicionamento da droga, uma unidade de ecstasy, além de R$ 247 em espécie, 10 euros e 10 bolivianos.
Em outro cômodo do imóvel, foi encontrado um ambiente montado como consultório médico, contendo carimbos, atestados, receituários de órgãos públicos, requisições de exames, receituários de controle especial e declarações de comparecimento da UBS Leonardo Alves de Souza e do Hospital Regional.
Alguns documentos estavam carimbados e assinados em branco, sem identificação de pacientes. Também foram localizados diversos medicamentos de uso intramuscular, intravenoso e subcutâneo, além de equipamentos e materiais hospitalares como estetoscópio, oxímetro, luvas, seringas, agulhas, gazes, frascos para coleta, bisturis e tesouras cirúrgicas.
Ainda no interior da residência, em um dos cômodos, havia uma criança deitada sobre um colchão no chão, próxima a caixas contendo lixo hospitalar, como seringas, algodão e agulhas.
O morador informou que a criança havia sido deixada pelos pais sob sua responsabilidade, mas não soube informar a localização deles.
QUESTIONAMENTOS
Segundo apurou a reportagem do Extra de Rondônia, questionado, o homem afirmou ser enfermeiro, com registro no Conselho Regional de Enfermagem (COREN), e alegou que possuía autorização para manter os materiais em casa por atuar como professor de enfermagem em uma faculdade de Vilhena.
Sobre a posse de carimbo profissional pertencente a uma médica e de atestados assinados sem identificação de pacientes, limitou-se a dizer que era amigo da profissional, sem fornecer maiores esclarecimentos.
Após tentativas frustradas de contato com os pais da criança, sendo que a mãe chegou a responder por aplicativo de mensagens que não compareceria ao local, o Conselho Tutelar foi acionado e assumiu a responsabilidade pela menor.
Já a caminho da Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), uma mulher compareceu à unidade policial, identificando-se como mãe da criança. Ela afirmou que não havia ido até a residência por medo do genitor da menor.
Diante dos fatos e da existência de indícios da prática de atos ilícitos, os envolvidos receberam voz de prisão, tiveram seus direitos constitucionais informados e foram conduzidos à UNISP, onde ficaram à disposição da autoridade judiciária.
O veículo VW Gol, juntamente com a chave de ignição e demais pertences, foi apresentado ao comissário de plantão.
>>>Vídeo abaixo:













