Em outubro de 2025, Porto Velho foi palco de um momento histórico: a reativação da
locomotiva Maria Fumaça Nº 18, que estava parada desde 1999. A reabertura aconteceu
durante as comemorações dos 111 anos da cidade, no Complexo da Estrada de Ferro
Madeira-Mamoré (EFMM).
O projeto de reativação foi conduzido pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária
(ABPF), com o trabalho iniciado em maio de 2025. Técnicos de vários estados do Brasil se
uniram ao desafio, que incluiu fabricar peças do zero, já que muitas delas haviam sido
furtadas ao longo dos anos.
A história da Maria Fumaça está intrinsecamente ligada à história de Porto Velho. A EFMM
foi construída após o Tratado de Petrópolis de 1903, quando o Brasil incorporou o Acre e
precisava escoar a produção de borracha amazônica. A ferrovia foi erguida entre 1907 e
1912, sob a liderança do engenheiro norte-americano Percival Farquhar.
Com mais de 360 km de extensão, a ferrovia ligava Porto Velho a Guajará-Mirim, na
fronteira com a Bolívia, um trajeto muito importante durante o ciclo da borracha. Hoje,
restam apenas vestígios físicos da linha original, mas a Maria Fumaça segue como símbolo
vivo dessa época.












