Em vídeo nas redes sociais, pré-candidato ao Senado defende políticas diferentes para grandes, médios e pequenos produtores e critica ações governamentais que, segundo ele, geram visibilidade política, mas pouco resultado prático para quem vive da agricultura familiar
O produtor rural e pré-candidato ao Senado pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, utilizou suas redes sociais para defender uma política agrícola mais direcionada às diferentes realidades do campo rondoniense.
Em vídeo publicado no Instagram, ele argumentou que grandes, médios e pequenos produtores enfrentam desafios distintos e, por isso, precisam receber atenção específica do poder público.
Para Scheid, o debate sobre o desenvolvimento rural não pode tratar todos os produtores da mesma forma. Segundo ele, cada segmento possui necessidades próprias e exige soluções compatíveis com sua realidade econômica e produtiva.
“O grande precisa de menos perseguição. Precisa de menos órgãos de fiscalização pisando no seu pescoço. Precisa de infraestrutura para o caminhão sair e entrar” , afirmou.
Ao falar dos médios produtores, Bruno Bolsonaro Scheid defendeu o fortalecimento da assistência técnica como instrumento para aumentar a produtividade e a rentabilidade das propriedades rurais.
“O médio precisa de uma atenção tecnificada. Precisa de um órgão levando tecnificação para dentro da propriedade. Ele pode ter mais rentabilidade” , destacou.
Mas foi ao abordar a situação dos pequenos produtores que o discurso ganhou um tom mais crítico. Segundo o pré-candidato, muitos agricultores familiares continuam enfrentando dificuldades básicas para produzir, mesmo quando programas governamentais anunciam apoio ao setor.
“O pequeno precisa do Estado dentro da propriedade. O pequeno precisa que a hora-máquina entre lá dentro” , afirmou.
Scheid criticou iniciativas que se limitam à entrega de insumos em associações rurais sem garantir condições para que esses recursos cheguem efetivamente ao produtor. Como exemplo, citou a distribuição de calcário e mudas de café sem a estrutura necessária para transporte, aplicação e acompanhamento técnico.
“Entrega-se na associação 20 mil quilos de calcário. Entrega-se na associação 30 mil pés de café. E fica às custas do presidente da associação colocar isso dentro da propriedade do pequeno produtor, que não tem dinheiro no bolso” , argumentou.
Na avaliação do produtor rural, esse modelo acaba beneficiando mais a divulgação institucional das ações do que a transformação efetiva da realidade das famílias atendidas.
“O Estado tem que parar de tratar o pequeno produtor como uma manobra política, que entrega somente visibilidade para o Estado, mas não entrega benefício para o produtor” , declarou.
A publicação foi acompanhada de uma legenda que reforça a importância da agricultura familiar para a economia e para a segurança alimentar. “Sem apoio e infraestrutura, quem produz carrega o Brasil nas costas sozinho” , escreveu.
A manifestação se soma a uma pauta recorrente defendida por Bruno Bolsonaro Scheid: a necessidade de fortalecer o setor produtivo por meio de infraestrutura, assistência técnica e políticas públicas que gerem resultados concretos para quem vive da produção rural.
Para ele, investir no pequeno produtor não é apenas uma questão social, mas também uma estratégia de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da produção de alimentos.
“O campo precisa de oportunidade, não de barreiras” , concluiu.













