segunda-feira, 26 de outubro de 2026.

TCE reprova previsão de receitas de 2027 de três municípios de RO

Em Chupinguaia, parecer foi encaminhado ao presidente da Câmara Municipal
Prefeitos Charles Gomes (Vale do Paraíso), Gilmar Tomaz (Governador Jorge Teixeira) e Wesley Araújo (Chupinguaia) / Foto: Rondônia Dinâmica

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) considerou inviáveis as previsões de receita para 2027 das prefeituras de Vale do Paraíso, Governador Jorge Teixeira e Chupinguaia.

Nos três casos, o Tribunal concluiu que os municípios subestimaram a própria arrecadação. A margem de diferença admitida pela Instrução Normativa nº 57/2017/TCE-RO é de 5%, para mais ou para menos.

As decisões foram publicadas no Diário Oficial Eletrônico do TCE-RO nº 3669, de 22 de outubro de 2026.

A maior diferença foi registrada em Vale do Paraíso, administrada pelo prefeito Charles Luís Pinheiro Gomes, o Charles Gomes. O município prevê arrecadar R$ 53.815.824,34 em 2027, enquanto a projeção do Tribunal chega a R$ 77.113.610,20.

O coeficiente de razoabilidade ficou em -30,21%. Segundo a decisão, a estimativa municipal é 26,36% menor que a de 2026 e 2,04% menor que a arrecadação média apurada no quinquênio.

A série histórica analisada pelos técnicos teve média de R$ 54.934.501,15. O processo é o 03321/26, relatado pelo conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello na Decisão Monocrática nº 0227/2026-GCJEPPM.

Em Governador Jorge Teixeira, do prefeito Gilmar Tomaz de Souza, o Gilmar Tomaz, a prefeitura estimou receita de R$ 73.680.030,80, contra R$ 96.059.093,97 calculados pelo TCE-RO, o que resultou em coeficiente de -23,30%.

A previsão do município é 20,28% menor que a de 2026 e 6,52% menor que a arrecadação média do quinquênio. A média da série histórica considerada foi de R$ 69.170.670,26. O caso tramita no processo 03057/26, também sob relatoria do conselheiro José Euler Potyguara Pereira de Mello, na Decisão Monocrática nº 0228/2026-GCJEPPM.

Chupinguaia, governada pelo prefeito Wesley Wanderley da Costa Gonçalves projetou arrecadar R$ 113.614.873,33 em 2027. A análise técnica do Tribunal, baseada na variação da receita nos últimos cinco anos, apontou expectativa de R$ 131.181.066,41, com coeficiente de -13,39%.

A decisão registra que a receita projetada representa redução de 7,27% em relação ao previsto para 2026 e aumento de 16,95% sobre a arrecadação média de 2022 a 2026. O processo é o 02989/2026, relatado pelo conselheiro Francisco Carvalho da Silva na Decisão Monocrática nº 0173/2026/GCFCS/TCERO, assinada em 21 de outubro de 2026.

Em Chupinguaia, o conselheiro Francisco Carvalho da Silva recomendou que os técnicos da prefeitura revisem os cálculos da receita para aproximar a previsão da real capacidade de arrecadação. A decisão também orienta o prefeito Wesley Araújo a cumprir as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei Federal nº 4.320/1964 na abertura de créditos adicionais.

Entre essas regras estão a exigência de lei específica para créditos especiais e a proibição de usar recursos vinculados fora do objeto pactuado. O parecer foi encaminhado ao presidente da Câmara Municipal, vereador Gardell Vinicius Lima dos Santos.

Em todos os casos, a instrução normativa prevê que o relator apresente às Câmaras Municipais o parecer sobre a viabilidade da arrecadação em até 60 dias após o recebimento da proposta.

As decisões foram enviadas à Secretaria-Geral de Controle Externo para subsidiar a análise das contas anuais dos três municípios, e os processos serão arquivados após o cumprimento das medidas determinadas (leia a matéria completa AQUI).

 

 

 

 

 

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