terça-feira, 10 de março de 2026.

Maria Fumaça de Porto Velho é um dos símbolos da história da capital rondoniense

Em outubro de 2025, Porto Velho foi palco de um momento histórico: a reativação da locomotiva Maria Fumaça Nº 18, que estava parada desde 1999. A reabertura aconteceu durante as comemorações dos 111 anos da cidade, no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM).

O projeto de reativação foi conduzido pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), com o trabalho iniciado em maio de 2025. Técnicos de vários estados do Brasil se uniram ao desafio, que incluiu fabricar peças do zero, já que muitas delas haviam sido furtadas ao longo dos anos. 

A história da Maria Fumaça está intrinsecamente ligada à história de Porto Velho. A EFMM foi construída após o Tratado de Petrópolis de 1903, quando o Brasil incorporou o Acre e precisava escoar a produção de borracha amazônica. A ferrovia foi erguida entre 1907 e 1912, sob a liderança do engenheiro norte-americano Percival Farquhar. 

Com mais de 360 km de extensão, a ferrovia ligava Porto Velho a Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, um trajeto muito importante durante o ciclo da borracha. Hoje, restam apenas vestígios físicos da linha original, mas a Maria Fumaça segue como símbolo vivo dessa época. 

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