terça-feira, 05 de maio de 2026.

Em audiência pública com a ANTT, senador Bagattoli defende derrubar concessão da BR-364

A cobrança abusiva do pedágio na BR-364 levou a Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado a realizar, nesta segunda-feira (4), uma audiência pública em Porto Velho para discutir uma redução do valor da cobrança.

Falando diretamente ao diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, o senador Jaime Bagattoli (PL) foi na contramão dos colegas parlamentares e voltou a defender a suspensão imediata da concessão da rodovia.

“Eu não vim aqui pedir para diminuir pedágio, tem que cancelar essa concessão. Ela é um custo que pesa mais nos mais pobres e no setor produtivo do estado. A privatização, da forma como foi feita, vai inviabilizar a industrialização de Rondônia”, defendeu o senador.

A audiência pública, liderada pelo presidente da CI, o senador Marcos Rogério (PL), aconteceu na sede da OAB Rondônia e contou com a presença de representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), lideranças políticas e integrantes do setor produtivo.

Em outro momento de sua fala, Bagattoli lembrou que a concessão da rodovia e a cobrança abusiva do pedágio compromete o desenvolvimento de toda a região Norte do país e chegou a lembrar do recuo do Governo Federal na privatização da Hidrovia do Madeira.

“Eu cheguei tarde no Senado, porque, se eu tivesse chegado em 2018, tenham certeza de que eu teria proposto um projeto de lei impedindo a privatização de uma rodovia quando esta fosse a única via federal de um estado. Estamos inviabilizando o desenvolvimento de Rondônia, do Acre e do Amazonas. Até o rio Madeira queriam privatizar”, concluiu.

Aproveitando a presença de integrantes da Bancada Federal, Bagattoli não só defendeu a revisão da concessão, como cobrou um maior empenho dos colegas para melhorias na rodovia.

“Nós temos que sentar toda a Bancada Federal de Rondônia, pois se colocássemos metade das emendas teríamos condições de ajudar nas melhorias, como a duplicação, recuperação de trecho. Não é uma questão de direita ou esquerda, é questão de sobrevivência do nosso estado”, concluiu o senador.

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