
A Aprosoja-RO voltou a se posicionar de forma contundente contra o modelo atual de pedágio no estado durante audiência pública realizada na última segunda-feira (4), em Porto Velho.
O presidente da entidade, Jair Gollo, expressou indignação ao relatar os impactos diretos dos custos sobre produtores e transportadores, afirmando que a situação pode comprometer seriamente a economia regional.
Durante sua fala, Gollo destacou que o setor nunca foi contrário à concessão de rodovias, mas sim à forma como o modelo vem sendo implementado. “Nós nunca fomos contra o pedágio, desde que fosse feito da forma correta. O que está acontecendo hoje é que estão conseguindo inviabilizar Rondônia”, afirmou.
CUSTOS ELEVADOS E IMPACTO NA PRODUÇÃO
Segundo o presidente, o valor cobrado tem pesado diretamente no bolso de quem produz e transporta. Ele citou casos de gastos mensais que chegam a quase R$ 100 mil apenas com pedágio para frotas de caminhões.
De acordo com Gollo, essa realidade está reduzindo margens de lucro e desestimulando a atividade produtiva no estado. “O lucro que a gente tinha está acabando. Não vai sobrar dinheiro, é só para pagar pedágio”, desabafou.
RISCO DE PERDA DE COMPETITIVIDADE
Outro ponto levantado foi a possível mudança de rota da produção agrícola. Segundo ele, cargas que antes passariam por Rondônia já estariam sendo redirecionadas para outros estados, como São Paulo, por meio do porto de Santos.
A preocupação é de que isso enfraqueça a economia local e reduza a arrecadação. “Já tem navio deixando de vir para cá. A produção está indo para outros lugares porque não compensa mais passar por Rondônia”, alertou.
CRÍTICAS À FALTA DE MELHORIAS NAS RODOVIAS
Gollo também questionou a ausência de contrapartidas estruturais, como duplicações e melhorias efetivas nas rodovias, que eram esperadas com a concessão.
Ele citou trechos com alto fluxo, como entre Jaru e Pimenta Bueno, onde, segundo ele, intervenções seriam essenciais para justificar a cobrança.
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