
O candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, reagiu à decisão da direção nacional do partido de intervir no diretório estadual e questionar as candidaturas aprovadas na convenção estadual.
Segundo Samuel, a medida atinge não apenas sua candidatura ao Governo, mas também as candidaturas ao Senado e as chapas de deputados estaduais e federais construídas pelo PSB em Rondônia.
Em tom contundente, o candidato classificou a iniciativa como uma “tentativa de golpe” e afirmou que, caso a intervenção seja confirmada nos termos apresentados, ela representará um grave ataque à democracia interna partidária e ao Estado Democrático de Direito.
“Isso fere de morte a democracia. Não podemos aceitar que, depois de uma convenção regularmente realizada, uma decisão tomada de cima para baixo tente apagar a vontade dos convencionais e interferir diretamente no processo eleitoral”, afirmou Samuel Costa.
O candidato sustenta que a intervenção ocorre em momento decisivo do calendário eleitoral e questiona a legitimidade e a proporcionalidade da medida.
Samuel também afirmou que não pretende aceitar passivamente a decisão. Caso os atos sejam confirmados, anunciou que recorrerá à Justiça e utilizará os instrumentos jurídicos adequados para contestar a intervenção.
“Se for confirmada essa tentativa de retirar candidaturas e desconstituir aquilo que foi decidido democraticamente, nós vamos interpelar judicialmente os responsáveis. A democracia não pode ser atropelada por uma canetada”, declarou.
A disputa agora deverá ultrapassar o campo político e chegar às instâncias judiciais, onde deverão ser analisados a legalidade dos atos da direção nacional, a competência para a intervenção e os efeitos da medida sobre as candidaturas aprovadas em Rondônia.
Para Samuel Costa, o que está em jogo vai além de uma disputa interna do PSB: é o respeito à democracia, à segurança jurídica e ao direito de escolha do eleitor rondoniense.
DESTITUIÇÃO
A Executiva Nacional do PSB destituiu o Diretório Estadual em Rondônia neste sábado (15), atendendo a pressões realizada pelo PT Nacional, a pedido do candidato Expedito Netto e decidiu não lançar candidaturas majoritária nem proporcionais, passando a integrar a coligação encabeçada por Expedito Netto (PT) nas eleições de 2026.
A convenção realizada em julho passado havia definido a candidatura do advogado Samuel Costa ao Governo e Neidinha Suruí ao Senado. Eles agora, com a destituição, ficariam fora da disputa eleitoral.














