sexta-feira, 02 de outubro de 2026.

Especialista em IA aponta farsa em áudio contra Bruno Scheid, que reage: “Nós vamos chegar a quem fez isso”

Willard Ribeiro, que atua na formação de peritos em IA Forense, afirma que gravação foi gerada artificialmente; candidato promete ir “até o último limite” para descobrir os autores

O especialista em Inteligência Artificial Forense Willard Silva Ribeiro afirmou que o áudio usado para atribuir uma fala racista ao candidato ao Senado Bruno Scheid (PL) foi gerado por IA. Publicada nas redes sociais, a análise reforça a denúncia de falsificação feita pelo candidato, que repudiou o ataque e prometeu identificar os responsáveis. “Nós vamos chegar a quem fez isso”, declarou Bruno.

Ribeiro apresentou sua conclusão de forma direta: “Eu analisei esse áudio e tá lá o dado. É gerado por IA”. O especialista é Engenheiro, Mestre e Doutorando em Engenharia de Produção e Sistemas pela UNISINOS. Professor, pesquisador e especialista em Inteligência Artificial aplicada a operações de serviços — com foco em IA Forense, confiabilidade de evidências digitais, explicabilidade de modelos e combate a fraudes geradas por IA. Atua há mais de duas décadas em tecnologia, análise de dados, desenvolvimento de pesquisas e aplicações voltadas à autenticação digital e ao suporte à decisão em ambientes corporativos.

Na análise, o perito forense relatou ter investigado qual ferramenta poderia ter sido utilizada para produzir a gravação. Segundo ele, diferentes sistemas foram descartados, enquanto a verificação relacionada ao ElevenLabs apresentou uma indicação de 98% de probabilidade de uso da plataforma.

O especialista afirmou que realizou uma segunda checagem, buscando o que descreveu como a marca d’água digital do sistema. Segundo Ribeiro, essa verificação apontou que o áudio teria sido criado em 27 de setembro, às 23h45. “E aí eu fui para a segunda verificação, a marca d’água digital do próprio ElevenLabs. E lá estava”, relatou.

Ribeiro pediu que sua análise fosse compartilhada para alertar sobre o uso de falsificações na disputa eleitoral. “Ele mostra como um áudio ou vídeo fake pode prejudicar ou beneficiar um candidato”, afirmou.

Bruno negou categoricamente ter pronunciado a declaração e denunciou que a gravação foi forjada para atribuir a ele um crime. Ao reagir, destacou que o conteúdo também atingiu a honra da candidata ao Senado Sílvia Cristina (PP), a quem manifestou solidariedade. “A fake news não traz um problema apenas para mim como candidato”, afirmou.

Bruno deixou claro que levará a busca pelos autores até o fim e que sua equipe jurídica já tem fortes indícios da fonte – o que será apresentado à Justiça Eleitoral, para maiores apurações. “Abomino o conteúdo do áudio e a falsificação feita e vou até as últimas consequências para responsabilizar quem produziu e quem compartilhou criminosamente esse áudio”, declarou. Na mesma manifestação, mencionou uma decisão da Justiça sobre o caso e reafirmou sua determinação em identificar e responsabilizar quem está por trás da montagem, seja ele candidato adversário ou apoiador.

Bruno também condenou o racismo e o uso desse tipo de ataque na política. “Eu abomino o racismo, eu repudio quem o pratica e jamais faria política dessa maneira”, afirmou. Ao se dirigir a Sílvia, concluiu: “A minha solidariedade a esse ataque cruel e criminoso contra você e contra a minha candidatura”.

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