
Um desacordo comercial na revenda de peças de roupas mobilizou uma guarnição da Polícia Militar na tarde desta quinta-feira, 28 de maio, na Avenida Paraná, em Vilhena.
A devedora acionou os policiais após receber mensagens de cobrança e uma fotografia da fachada de sua residência, o que interpretou como uma grave ameaça.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, os militares compareceram ao endereço por volta das 17h. No local, a solicitante, identificada pelas iniciais D., explicou que havia adquirido uma quantidade de roupas com um fornecedor, identificado pelas iniciais D. S., combinando de realizar o pagamento em uma data posterior, assim que revendesse os produtos.
DESACORDO E FOTO DA RESIDÊNCIA
Contudo, ao chegar a data do vencimento do prazo, a mulher não havia conseguido vender todas as peças. Sem condições financeiras de quitar o valor integral em dinheiro, ela entrou em contato com o vendedor e propôs uma composição amigável: ela pagaria o montante das roupas que conseguiu vender e devolveria o restante das mercadorias que ainda estavam intactas.
O credor, no entanto, recusou a proposta de devolução e passou a exigir o pagamento total da dívida. No decorrer da discussão pelo aplicativo WhatsApp, o homem enviou para a cliente uma fotografia recente tirada em frente à casa dela. A atitude causou temor e sensação de insegurança na comerciante, que preferiu acionar a Polícia Militar para intervir na situação.
ORIENTAÇÃO JURÍDICA
No imóvel, a guarnição vistoriou o aparelho celular da comunicante, confirmando a existência dos áudios e textos relacionados à cobrança e a imagem da residência anexada à conversa.
Os policiais tentaram entrar em contato com D. S., para que ele comparecesse ao local e entrasse em um consenso com a cliente, mas ele preferiu não se fazer presente, mantendo a comunicação apenas de forma virtual.
Diante do impasse, a equipe policial orientou a moradora sobre os procedimentos legais que o caso requer.
Ela foi instruída sobre como formalizar uma representação criminal por ameaça na Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), além de receber orientações sobre as esferas cíveis adequadas para a resolução de conflitos de natureza financeira e contratual.












