sexta-feira, 29 de maio de 2026.

Homem insiste em pedir drogas a policial militar por mensagem e alega ser “cliente” em Chupinguaia

Suspeito ligou o nome do agente e de seu comércio ao tráfico após uma prisão recente ocorrer em frente ao local
Foto: Ilustrativa

Um mal-entendido provocado por mensagens de aplicativo mobilizou o registro de uma ocorrência de natureza atípica na tarde de quinta-feira, 28 de maio, no município de Chupinguaia.

Um homem, utilizando-se de uma alcunha, enviou diversas mensagens de texto a um policial militar tentando comprar substâncias entorpecentes e afirmando que o agente seria seu fornecedor.

Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, o próprio policial, que também é proprietário de um estabelecimento comercial na cidade, compareceu ao quartel da corporação para relatar o ocorrido e resguardar sua integridade funcional.

INSISTÊNCIA E ALEGAÇÕES ABSURDAS

O militar explicou que passou a receber mensagens via WhatsApp vindas de um número com o prefixo 69. O interlocutor, que se identificou apenas pelo apelido de “Neguinho” e afirmou trabalhar no frigorífico local, solicitou de forma direta a aquisição de drogas, alegando que já tinha contatos e transações anteriores com o proprietário do comércio.

Mesmo após o policial militar esclarecer reiteradas vezes que o homem estava cometendo um equívoco grave e negar categoricamente qualquer envolvimento com o comércio de produtos ilícitos, o suspeito persistiu com o assédio.

“Neguinho” chegou a citar nominalmente o policial e o nome de seu estabelecimento comercial, usando gírias do submundo do crime ao afirmar que já havia “pegado um raio” (termo comumente associado ao consumo de cocaína) com ele no passado.

Durante o diálogo, tentando acalmar o militar que reagiu com indignação, o suspeito enviou frases como: “Fica de boa”, “Amanhã a gente pega”, “Você tá bravo por quê?”, “Parceiro, não precisa ficar nervoso, pego direto aí” e “A hora que eu sair do frigorífico passo a noite aí, vai abrir hoje?”.

ASSOCIAÇÃO INDEVIDA APÓS PRISÃO

Ao registrar o boletim, o comunicante apontou uma possível justificativa para a confusão armada pelo suspeito. De acordo com o policial, no decorrer da presente semana, as forças de segurança realizaram a prisão em flagrante de um indivíduo suspeito de tráfico de drogas exatamente em frente à seu comércio.

Naquela ocasião, constatou-se que os entorpecentes que seriam vendidos na rua tinham como destino final um antigo funcionário que havia trabalhado no comércio do militar.

Essa coincidência de fatores e a proximidade geográfica do flagrante técnico podem ter gerado uma associação indevida e criminosa do nome da tabacaria e do policial a práticas de tráfico ilícito na cidade.

O caso foi formalizado em ata e repassado à Polícia Civil para que o titular da linha telefônica seja identificado e intimado a prestar esclarecimentos sobre as mensagens enviadas, a fim de sanar qualquer questionamento sobre a conduta do servidor público.

Compartilhe:
error: Cópia de conteúdo não autorizada!!!!