Levar cuidado para além dos consultórios e aproximar a formação acadêmica das necessidades da comunidade. Foi com esse propósito que o Conecta Saúde promoveu, neste sábado (29), uma ação especial voltada às pacientes oncológicos atendidas pelo Instituto Rosa Barreto, em Candeias do Jamari.
A iniciativa reuniu acadêmicos do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA e da Faculdade Metropolitana, além de outras instituições de ensino de Porto Velho, em uma programação que uniu conhecimento, prática profissional e cuidado humanizado.
A ação foi desenvolvida pelos próprios acadêmicos e proporcionou aos estudantes a oportunidade de transformar o conhecimento adquirido em sala de aula em atendimento à comunidade.
De acordo com a coordenadora de extensão do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana, Marcela Oliveira, a iniciativa nasceu justamente da integração entre diferentes instituições e da aproximação entre o ambiente acadêmico e a comunidade.
“É um projeto desenvolvido pelos acadêmicos, tanto do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana quanto da FIMCA, alinhando o saber, as atividades e o conhecimento da sala de aula e trazendo isso para a comunidade. É também uma forma de fortalecer o papel social do Grupo Aparício Carvalho, que é levar um trabalho de qualidade à população, com envolvimento social e humanização da saúde”.
Para quem participou diretamente dos atendimentos, a experiência também representou uma oportunidade de colocar em prática aquilo que é aprendido durante a graduação. A acadêmica de Medicina da FIMCA, Maria Eduarda, ressaltou que o contato com as pacientes reforça a importância de aliar conhecimento técnico à sensibilidade no cuidado. “É uma ação muito importante para garantir assistência e acolhimento para o pessoal da casa e, mais importante ainda, conseguir colocar o nosso aprendizado em prática e fazer o melhor possível para dar um atendimento humanizado para as pessoas”.
SAÚDE TAMBÉM É ACOLHIMENTO E ALEGRIA
Além dos atendimentos de saúde, o Conecta Saúde também reservou espaço para a descontração. Acadêmicos de Medicina da Metropolitana que integram o projeto de extensão de palhaçaria participaram da programação, levando brincadeiras, interação e momentos de alegria às pacientes.
A proposta é mostrar que a humanização pode estar presente em diferentes momentos da assistência, inclusive naqueles que não envolvem diretamente um procedimento médico. Para a acadêmica de Medicina da Metropolitana, Flávia Lima, que integra o projeto, proporcionar leveza também faz parte do cuidado.
“É um projeto que visa levar alegria e descontração para pessoas que estão passando por alguma enfermidade. A gente acha muito importante participar desses eventos porque trazemos um momento de leveza e alegria. Esses pacientes estão passando por um momento difícil, em tratamento oncológico, então viemos contribuir trazendo alegria. Como estudantes de Medicina, também precisamos nos conscientizar de que, quanto mais humanizada for a Medicina, melhor”.
A programação também contou com uma ação solidária. Durante o Simpósio Agosto Branco, realizado pela Faculdade Metropolitana com foco na prevenção do câncer de pulmão, foram arrecadados produtos de higiene pessoal que posteriormente foram destinados ao Instituto Rosa Barreto.
A entrega dos donativos foi acompanhada pelos acadêmicos, que também participaram dos atendimentos. Para o acadêmico de Medicina da Faculdade Metropolitana, Júnior de Oliveira, a iniciativa ampliou o alcance da campanha e transformou a mobilização acadêmica em uma ação concreta de apoio à instituição. “Foram arrecadados alguns produtos de higiene pessoal e hoje trouxemos esses produtos para o Instituto Rosa Barreto, como forma de apoio à casa. Junto com os produtos, também trouxemos um atendimento mais humanizado e empático para as pessoas que estão em tratamento oncológico”.
UMA EXPERIÊNCIA QUE CHEGA A QUEM MAIS PRECISA
Para quem recebeu os atendimentos, a presença dos acadêmicos representou mais do que uma ação pontual. O dia foi marcado pela possibilidade de ter acesso a diferentes cuidados e, principalmente, pela sensação de ser acolhido.
O paciente Nilson dos Santos, atendido pelo Instituto Rosa Barreto, destacou a importância de iniciativas como essa. “O atendimento de cada um está sendo um benefício muito grande. Eu fui atendido por mais de três áreas e foi ótimo. Nós precisávamos de mais projetos assim, principalmente em outras áreas. Temos muito a agradecer a eles e a Deus, que está nos abençoando cada vez mais. Quero que esses projetos venham mais vezes”.
A experiência vivida durante o Conecta Saúde reforça que a formação em saúde vai muito além da sala de aula. Ao entrar em contato com diferentes realidades e necessidades, os acadêmicos desenvolvem não apenas conhecimento técnico, mas também escuta, empatia e responsabilidade social.
Para a FIMCA Metropolitana, iniciativas como essa fortalecem a integração entre ensino, extensão e comunidade, aproximando os futuros profissionais das pessoas que serão parte de suas trajetórias profissionais.















