segunda-feira, 14 de setembro de 2026.

Moraes? Mendonça? PF? Master? Entenda o que STF julgará nesta terça

Ministros do STF / Folha de São Paulo (Folhapress)

A chegada à metade de setembro reserva um dos julgamentos mais aguardados pelos brasileiros.

Diante da sucessão de acontecimentos que tem assolado a República, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, convocou sessão plenária extraordinária com a missão de, ao menos em tese, colocar ordem na Corte.

No centro do emaranhado estão os desdobramentos do caso Banco Master, que desencadearam a produção de relatórios pela Polícia Federal, suspeitas envolvendo ministros do Supremo, acusações cruzadas entre Alexandre de Moraes e André Mendonça e decisões conflitantes sobre o comando da PF.

A sessão está marcada para as 10h da próxima terça-feira, 15, e será dedicada exclusivamente à Pet 16.662. Inicialmente conduzido por André Mendonça, o processo passou à relatoria de Fachin neste sábado, 12.

O objeto imediato do julgamento é a decisão de Mendonça que afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, além de restringir a produção de relatórios de inteligência pela corporação.

Antes de chegar ao mérito dessas medidas, porém, o plenário poderá ter de enfrentar uma questão preliminar capaz de alterar os rumos do caso: a validade da requisição que deu origem ao relatório da PF no qual foram apontadas suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes.

A PGR sustenta que a requisição e o relatório são nulos. Gilmar Mendes, por sua vez, pediu que essa controvérsia seja analisada antes das demais questões. A ordem do julgamento, contudo, ainda não foi expressamente definida.

EM RESUMO, A CORTE PODERÁ RESPONDER:

A requisição feita por Mendonça e o relatório produzido pela PF são válidos?

A eventual nulidade compromete as medidas adotadas pelo ministro?

Andrei Rodrigues e Leandro Almada devem permanecer nos cargos?

Devem ser mantidas as restrições impostas à produção de relatórios de inteligência pela PF?

Já o destino das suspeitas envolvendo Moraes e a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro não aparecem, até o momento, como objeto expressamente delimitado para a sessão de terça-feira.

Essas questões estão relacionadas, mas não se confundem. Para entender como chegaram ao mesmo processo, é preciso voltar à origem da Pet 16.662 (leia a matéria completa AQUI).

Compartilhe:

ATENÇÃO

Proibido copiar conteúdo desta página!