terça-feira, 13 de outubro de 2026.

Prefeito cita lei de 2012 ao comentar ação do MP que questiona gratificações de procuradores na Câmara de Cacoal

Tony Pablo é procurador jurídico de carreira do Legislativo
Prefeito Tony Pablo / Foto: Divulgação

Em entrevista ao Extra de Rondônia, o prefeito de Cacoal, Tony Pablo, comentou a ação do Ministério Público (MP) que repercutiu nesta semana no município.

O órgão questiona judicialmente as gratificações concedidas aos procuradores jurídicos da Câmara Municipal de Vereadores.

Procurador jurídico de carreira do Legislativo municipal, Tony Pablo atualmente ocupa o cargo de prefeito de Cacoal.

Na ação, o Ministério Público pede à Justiça a suspensão do pagamento cumulativo de gratificações que considera supostamente irregulares a ele e ao também procurador jurídico Abdiel Afonso Figueira (leia mais AQUI).

Ao Extra de Rondônia, Tony Pablo afirmou que o questionamento do MP diz respeito a gratificações previstas em uma lei de 2012, sem relação com o fato de ele exercer atualmente o cargo de prefeito.

“Como pode ser verificado na própria petição da ação, o Ministério Público questiona gratificações previstas em uma lei de 2012, proposta pela Câmara Municipal, aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito da época. Portanto, é uma legislação de mais de 14 anos atrás, sem qualquer relação com o fato de eu ser prefeito atualmente. Eu não recebo essa gratificação”, explicou.

Tony Pablo afirmou ainda confiar na defesa técnica das instituições envolvidas e disse acreditar que a controvérsia será esclarecida no âmbito judicial.

“A Câmara Municipal defende a legalidade dos pagamentos, assim como o Município de Cacoal, por meio de sua Procuradoria. A defesa será realizada pelos advogados públicos de cada instituição, nos autos do processo. O Ministério Público tem o papel de fiscalizar, mas também pode haver divergências de entendimento jurídico. Foi o que aconteceu, por exemplo, no caso do concurso público de Cacoal: houve questionamentos, mas o Judiciário reconheceu a legalidade do certame, e seguimos convocando os candidatos aprovados. Agora, essa nova discussão será esclarecida na Justiça, com respeito às instituições e confiança na defesa técnica dos advogados públicos”, explicou.

 

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