
Na manhã desta quarta-feira (2), os delegados da Polícia Civil de Vilhena, Núbio Lopes de Oliveira e Mayckon Pereira, concederam entrevista coletiva à imprensa para apresentar novos detalhes sobre as investigações da morte do dentista Clei Bagattini, assassinado a tiros dentro de sua clínica, em Vilhena, em 2024.
Os dois delegados são responsáveis pelas investigações do caso, que ganharam um novo capítulo nesta semana.
Nesta terça-feira (1º), a Polícia Civil prendeu preventivamente quatro pessoas investigadas por envolvimento no crime. São dois casais, sendo um preso em Vilhena e outro em Cacoal. A ação faz parte da segunda fase da operação (leia mais AQUI).
Conforme informado durante a coletiva, o casal preso em Vilhena exerceu o direito de permanecer em silêncio. Já os dois investigados presos em Cacoal ainda deverão ser ouvidos e serão transferidos para Vilhena.
Segundo os delegados, há indícios de que os quatro investigados tenham participado do planejamento do crime e prestado suporte ao pistoleiro Maicon Raimundo, apontado pela investigação como o homem contratado para executar o dentista.
Maicon Raimundo morreu posteriormente durante uma troca de tiros com policiais em Colniza, no Mato Grosso.
CONDENAÇÕES
O caso já resultou anteriormente na prisão e julgamento de outro casal. Maikon Sega Araújo foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão. E de Riquelme Leme Machado que também foi levada a júri e recebeu pena de seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, após condenação por homicídio simples (leia mais AQUI).
As investigações apontam ainda fortes indícios de que integrantes do grupo tenham adotado medidas para dificultar o trabalho da Polícia Civil e impedir a identificação dos envolvidos.
Entre as ações investigadas está a destruição de aparelhos celulares que teriam sido utilizados pelo grupo. Conforme relatado na coletiva, telefones teriam sido quebrados logo após o assassinato de Clei Bagattini, numa possível tentativa de eliminar provas e dificultar o avanço das investigações.
“ESCRITÓRIO DO CRIME”
Um dos pontos que chamou atenção durante a coletiva foi a informação de que, segundo os delegados, existiu em Vilhena uma espécie de organização denominada “Escritório do Crime”, que estaria relacionada a diferentes crimes ocorridos no município.
A possível participação desse grupo em outras ocorrências ainda está sendo investigada pela Polícia Civil. Os delegados ressaltaram que o trabalho continua e que outros crimes poderão ser objeto de apuração dentro desse contexto.
TERCEIRA FASE
A investigação sobre a morte do dentista ainda não terminou. Os delegados anunciaram que haverá uma terceira fase do inquérito policial.
Até o momento, o procedimento já reúne mais de 2 mil páginas, resultado das diligências, depoimentos e demais elementos levantados desde o assassinato.
A Polícia Civil afirma que trabalha de forma criteriosa para reconstruir toda a cadeia de participação no crime e identificar quem teria determinado a execução de Clei Bagattini.
Com a segunda fase e as quatro novas prisões, os investigadores buscam avançar principalmente na identificação do possível mandante do assassinato.
O caso segue sob investigação.













