
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por intermédio da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida (DERCCV) de Vilhena, deflagrou nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, a “Operação Radix”.
A ação visa o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Comarca de Vilhena no âmbito das investigações sobre o homicídio do cirurgião-dentista Clei Bagattini, ocorrido em julho de 2024.
As prisões ocorreram de forma simultânea em duas cidades rondonienses: dois suspeitos foram capturados em Vilhena e outros dois no município de Cacoal. As diligências contaram com o apoio de campo do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil na localização dos alvos.
A operação recebeu o nome Radix — palavra do latim que significa “raiz” —, em referência à linha de trabalho de alcançar a estrutura responsável por viabilizar o crime. A diretriz busca a responsabilização completa dos envolvidos para impedir que o grupo continue atuando.
Os quatro detidos responderão por participação em homicídio qualificado (com emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), integração em organização criminosa armada e por embaraçar as investigações. Somadas, as penas máximas dos crimes apontados podem chegar a 42 anos de reclusão.
Segundo a Polícia Civil, as medidas cumpridas nesta fase atingem o braço operacional do grupo, delimitando a função de cada acusado na preparação e na execução do assassinato. Os presos foram encaminhados à unidade policial e permanecem à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido nas buscas passará por análise pericial.
A instituição informou que as investigações continuam para apurar a totalidade da cadeia de participação no crime, mantendo em sigilo os demais detalhes para não comprometer as diligências em andamento.














