
Uma reportagem publicada pela Agência de Notícias dos Direitos do Povo (AND), considerada um dos principais veículos da imprensa alternativa do Brasil, trouxe à tona um debate nacional sobre uma iniciativa parlamentar apresentada por um deputado federal de Rondônia, relacionada a conflitos agrários e à segurança no campo.
O conteúdo aborda a atuação de parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e à chamada bancada ruralista, que estariam articulando medidas legislativas voltadas ao enfrentamento de ocupações de terras em áreas rurais, tema recorrente em estados da região Norte, incluindo Rondônia.
Projeto aprovado na CCJ prevê mudanças na Lei do Desarmamento
Segundo a publicação, em dezembro de 2025, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei nº 467/2025, que propõe alterações na Lei do Desarmamento, permitindo a venda de armas a proprietários e trabalhadores rurais.
De acordo com o trâmite legislativo, caso não haja recurso para votação em plenário, a proposta seguirá diretamente para análise no Senado Federal.
Iniciativa é de deputado federal de Rondônia
A AND informa que o projeto foi apresentado pelo deputado federal Thiago Flores (Republicanos-RO), que justificou a proposta como uma forma de combater ocupações de terras, classificadas no texto do projeto como “invasões”. A reportagem destaca que o parlamentar é integrante da bancada ruralista e representa interesses ligados ao setor agropecuário em Rondônia.
O texto também aponta que, além da alteração na legislação sobre armas, a proposta prevê o reforço da presença de forças de segurança em áreas classificadas como zonas de conflito agrário, com ampliação da atuação policial, integração entre forças estaduais e federais e uso de ações de inteligência.
Conflitos no campo e dados sobre violência rural
A reportagem cita dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que indicam aumento nos registros de violência no campo em 2025, incluindo homicídios relacionados a disputas fundiárias em diferentes regiões do país. Segundo os levantamentos mencionados, Rondônia aparece entre os estados com maior número de ocorrências desse tipo.
O material também menciona que movimentos sociais ligados à luta pela terra, como a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), são citados em discussões sobre conflitos agrários e ações de segurança no meio rural.
Repercussão nacional
A publicação da AND reforça que o debate em torno do projeto ganhou repercussão nacional, por envolver temas como uso de armas no campo, segurança pública rural, conflitos fundiários e o papel do Estado em regiões de disputa por terras.
O conteúdo integra uma série de reportagens do veículo voltadas à cobertura de questões agrárias, direitos humanos e políticas públicas relacionadas ao campo brasileiro.
Leia no link abaixo a íntegra da reportagem nacional:











