
O advogado Caetano Neto quer que o vice-prefeito de Vilhena, Aparecido Donadoni (PL), seja condenado ao pagamento de R$ 2,3 milhões pela declaração polêmica do último final de semana, ao chamar beneficiário do programa “Bolsa Família” de vagabundos.
A reportagem, veiculada pelo Extra de Rondônia em primeira-mão, teve diversas reações de internautas (leia mais AQUI).
Em nota, o vice-prefeito tenta esclarecer o fato e, ao mesmo tempo, admite a declaração, afirmando que “se não são vagabundos, ele reconsidera a fala e ameniza, chamando-os de desocupados e alheios à realidade do presente” (leia no final da matéria).
REPRESENTAÇÃO JUNTO AO MP
O advogado afirmou que vai representar Donadoni perante o Ministério Público (MP) por “injúria coletiva” e vai solicitar que o vice-prefeito seja condenado ao pagamento aos cadastrados no programa, na cidade de Vilhena, cujo valor mensal destinado às mais de 3.700 famílias na cidade, gira em torno de R$ 2,4 milhões mensal.
De acordo com o advogado, Donadoni revela seu total analfabetismo político, uma vez que, em junho de 2022, o governo Bolsonaro aumentou o valor desse programa, que era de R$ 190,00, aumentando para R$ 600,00 por mês. “Quem é o vagabundo nesse caso: quem recebe ou quem paga? Óbvio, o senhor Donadoni exterioriza seu completo desconhecimento, tanto do programa quanto do seu objetivo. É surreal seu analfabetismo. Patético esse vice, pra nada serve na coisa pública”, desabafa.
PREFEITO PREJUDICADO
Entretanto, Caetano reconsidera e afirma que “Donadoni tem serventia sim”.
Segundo ele, o Partido Liberal (PL), ao qual Aparecido Donadoni é filiado e que faz parte da chapa de Flori Cordeiro, destinou R$ 1 milhão como doação para a campanha de reeleição de Flori em 2024. Os responsáveis pela prestação de contas na campanha, sem o conhecimento ou anuência do candidato Delegado Flori, acreditavam que seus contadores e gestores de despesas estavam cuidando da legalidade eleitoral enquanto ele pedia votos.
Para o advogado, no entanto, figuras do PL, vinculadas ao gabinete do senador Jaime Bagatolli (PL), realizaram uma “farra” com contratos suspeitos de prestação de serviços e outras despesas, o que resultou na reprovação das contas de Flori tanto na justiça eleitoral local quanto no TRE. “Donadoni deveria ser o único responsável por devolver aos cofres da justiça eleitoral mais de R$ 160 mil, valor mencionado na condenação pelo TRE, já que o seu partido, o PL, foi o principal culpado pela reprovação das contas da campanha”, finaliza.












