A Procuradoria Especial da Mulher, órgão da Assembleia Legislativa de Rondônia, realizou nesta sexta-feira (15) uma ação voltada à conscientização sobre a saúde feminina em parceria com o Afya Centro Universitário São Lucas, por meio do projeto de extensão FISIOPELVIS.
A iniciativa buscou ampliar o acesso à informação e incentivar práticas preventivas relacionadas ao fortalecimento do assoalho pélvico, tema ainda cercado por desinformação e tabu entre muitas mulheres.
A programação contou com uma roda de conversa educativa e uma dinâmica prática conduzida pelo professor Gustavo Tavares, acompanhado de acadêmicos da área da saúde. Durante a atividade, foram abordados assuntos relacionados à saúde íntima feminina, prevenção de disfunções e promoção do bem-estar.
Segundo a deputada estadual Ieda Chaves, ações como essa fortalecem as políticas públicas voltadas à saúde da mulher. “A informação em primeiro lugar, porque ela realmente vai fazer a diferença na qualidade de vida das mulheres. Atuamos com o trabalho de mulheres para mulheres, não poderíamos deixar de inserir esse assunto também”, destacou.
Entre os temas debatidos estiveram menopausa, climatério, prolapso vaginal, disfunções sexuais e incontinência urinária. A acadêmica de Fisioterapia Geovana Gentil Rosa explicou que muitas mulheres convivem com sintomas sem saber que existem tratamentos e possibilidades de cura.
“O nosso objetivo é conscientizar e incentivar o autocuidado. A mulher precisa se olhar com mais atenção, cuidar da sua saúde e entender que merece viver com bem-estar”, afirmou.
Os instrutores também explicaram o funcionamento do assoalho pélvico, estrutura formada por músculos, ligamentos e tecidos responsáveis por sustentar órgãos como bexiga, intestino e útero, além de atuar no controle urinário, na função sexual e no parto.
Ao final, Ieda Chaves reforçou que a atuação da Procuradoria Especial da Mulher também envolve acolhimento e orientação às vítimas de violência. Segundo ela, o espaço mantido pela instituição em Porto Velho oferece apoio para mulheres que ainda não encontraram coragem para denunciar situações de violência, auxiliando nos encaminhamentos necessários.
“Estamos falando da vida das mulheres, da qualidade de vida, e isso passa também pela saúde da mulher”, concluiu a parlamentar.


















