segunda-feira, 18 de maio de 2026.

Grávida assume propriedade de maconha e dinheiro trocado para livrar irmão de prisão em Vilhena

Ação ocorreu na Avenida Vitória Régia após a PM monitorar residência denunciada por intensa movimentação de usuários
Imagem: Divulgação

Uma mulher, grávida de quatro meses, foi conduzida para a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) na tarde deste fim de semana, após assumir espontaneamente a propriedade de quase 100 gramas de maconha e uma quantia em dinheiro trocado.

A apreensão ocorreu em uma residência localizada na Avenida Vitória Régia, em Vilhena.

Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, a Polícia Militar realizava os procedimentos de liberação de um homem, identificado pelas iniciais J. T. S., que havia sido abordado momentos antes por posse de entorpecentes. Questionado se havia mais drogas em sua casa, ele negou, afirmando ser apenas usuário e que o material anterior era para consumo próprio.

MONITORAMENTO E FLAGRANTE

Como o endereço fornecido pelo suspeito já era alvo de frequentes denúncias anônimas apontando uma intensa movimentação de usuários de drogas, os militares decidiram monitorar o imóvel.

Durante a vigilância, a guarnição flagrou o momento em que J. T. S. saiu para atender um homem no portão. Ao notar a aproximação das viaturas, ele tentou fugir correndo para o interior da casa, mas foi acompanhado e interceptado pelos policiais.

Em buscas no interior do imóvel, os militares localizaram, dentro de uma bolsa feminina, uma sacola plástica contendo aproximadamente 98 gramas de maconha. Além do entorpecente, foram apreendidos R$ 466,90 em dinheiro trocado (cédulas de pequeno valor) e papéis de seda, materiais tipicamente utilizados para o fracionamento e consumo de drogas.

IRMÃ ASSUME O CRIME

Inicialmente, o homem voltou a dizer que a maconha era dele e para uso pessoal. Contudo, antes que a equipe iniciasse o deslocamento, a irmã do suspeito — que possui as mesmas iniciais, J. T. S. — interveio na situação. Ela se apresentou espontaneamente como a verdadeira dona de toda a droga e do dinheiro, alegando também ser usuária.

Mesmo com a quantidade expressiva e as evidências que configuram, em tese, o crime de comercialização ilícita, a mulher insistiu em assumir a culpa para livrar o irmão.

Já na delegacia, a conduzida informou à autoridade policial que está no quarto mês de gestação e que faz uso contínuo de entorpecentes. O irmão dela foi liberado após o registro dos fatos, e o caso segue para investigação da Polícia Civil.

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