terça-feira, 16 de junho de 2026.

Mãe denuncia filha por suposto uso indevido de conta bancária e compras não autorizadas em Vilhena

Família relata prejuízos superiores a R$ 2 mil, além da descoberta de um empréstimo que afirma não ter contratado
Imagem: Ilustrativa

Uma ocorrência envolvendo suspeita de uso indevido de dados bancários, compras não autorizadas e possível falsificação de assinatura foi registrada no último domingo (14), no bairro Cidade Verde II, em Vilhena.

Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, a Polícia Militar foi acionada para averiguar uma denúncia feita por uma moradora que relatou ter identificado movimentações financeiras suspeitas em uma conta bancária da família.

Segundo a comunicante, sua filha possuía acesso ao aplicativo bancário utilizado para o pagamento de despesas domésticas, situação que ocorria com o conhecimento dos envolvidos.

De acordo com o relato, há cerca de oito meses a família passou a perceber diferenças frequentes nos valores disponíveis na conta, sem conseguir identificar a origem das movimentações.

A suspeita aumentou nesta semana, quando uma mercadoria adquirida pela internet chegou à residência da família sem que a compra tivesse sido realizada ou autorizada pelos responsáveis.

Após verificar a situação, a comunicante constatou que a aquisição teria sido efetuada pela filha utilizando dados de terceiros sem autorização. Ainda segundo a denúncia, para concluir a compra teria sido utilizada uma assinatura em nome da mãe sem seu consentimento, fato que poderá ser apurado pelas autoridades competentes.

A moradora informou que entrou em contato com a empresa responsável pela venda, solicitando o cancelamento da compra e a devolução da mercadoria, medida adotada para evitar novos prejuízos financeiros.

Durante um levantamento das movimentações bancárias, a família identificou saídas de valores que ultrapassariam R$ 2 mil nos últimos 40 dias, quantias que os titulares da conta afirmam não reconhecer. Além disso, foi constatada a existência de um empréstimo vinculado à conta, que, segundo os responsáveis, não teria sido solicitado nem autorizado.

A guarnição policial também se deslocou até a residência da suspeita para colher sua versão dos fatos. Inicialmente, ela teria se recusado a manter contato com os policiais e a fornecer seus dados pessoais, mas posteriormente colaborou com a equipe e repassou as informações necessárias para o registro da ocorrência.

Ainda conforme o boletim, a mulher manifestou intenção de registrar denúncia por suposta violação de domicílio. Entretanto, familiares presentes no local afirmaram possuir acesso ao portão da residência e sustentaram que a situação está relacionada a questões familiares já existentes.

O caso foi registrado e deverá ser investigado pelas autoridades competentes para apurar a origem das movimentações financeiras, a eventual contratação irregular de empréstimo e a responsabilidade pelos fatos narrados.

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