quarta-feira, 14 de outubro de 2026.

Três anos após acidente, mulher relata dores e aguarda cirurgia para retirada de placas em Vilhena

 Marlene Medeiros / Foto: Extra de Rondônia

A aposentada Marlene Medeiros, de 47 anos, afirma que enfrenta dores intensas e dificuldades de locomoção desde um acidente de trânsito ocorrido em 9 de novembro de 2023, na BR-364, no trecho entre Vilhena e Cerejeiras. Segundo ela, após passar por cirurgias e desenvolver uma artrose grave no joelho esquerdo, precisa retirar placas e parafusos implantados na perna e realizar um procedimento para colocação de prótese.

Em visita ao Extra de Rondônia, na manhã desta quarta-feira, 14, Marlene relatou que o acidente ocorreu quando seguia de Vilhena para Cerejeiras. De acordo com a entrevistada, após o ocorrido, ela foi encaminhada ao Hospital de Colorado do Oeste e, posteriormente, ao Hospital Regional, onde recebeu atendimento médico. Ela conta que permaneceu internada por sete dias, inicialmente com a colocação de um fixador e, depois, passou por uma cirurgia na qual foram implantadas duas placas e 13 parafusos na perna esquerda.

Ainda conforme o relato de Marlene, após o procedimento cirúrgico, ela enfrentou uma infecção hospitalar e precisou retornar ao hospital, onde foi submetida a uma raspagem.

Segundo a aposentada, depois dessas complicações, foi constatada uma artrose grave no joelho, condição que, afirma, comprometeu sua capacidade de caminhar. “Eu ando mancando muito, dói muito o meu joelho”, relatou. Ela afirma que sente dores frequentes, que o joelho trava e que, em alguns dias, encontra ainda mais dificuldade para se locomover. Segundo Marlene, o problema também tem sobrecarregado a outra perna, devido ao esforço necessário para se movimentar.

Laudo médico abaixo:

A entrevistada afirma que precisa passar por uma cirurgia para retirar as placas e os parafusos e colocar uma prótese no joelho esquerdo. Ela relata que já possui laudo médico particular, além de exames de ressonância magnética e raio-X, que, segundo ela, foram apresentados à Defensoria Pública.

Marlene também conta que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), conhecido popularmente como LOAS, e que procurou a Defensoria Pública em busca de auxílio para conseguir realizar o procedimento. Conforme seu relato, foram solicitados orçamentos hospitalares, e ela procurou unidades de saúde para buscar informações sobre a possibilidade de realizar a cirurgia.

Segundo a aposentada, durante as tentativas de encaminhamento, foi informada de que precisaria apresentar um laudo emitido pelo SUS. Ela afirma que o documento particular já descreve o quadro clínico, as dores e a necessidade de intervenção cirúrgica.

A entrevistada relata ainda que, ao procurar a Defensoria Pública para acompanhar o caso, recebeu a informação de que o juiz ainda não havia analisado o laudo e de que seria contatada quando houvesse uma atualização sobre o processo.

Além da questão judicial, Marlene afirma que está há cerca de quatro meses aguardando uma consulta com um ortopedista pela rede pública de saúde. Segundo ela, procurou o posto de saúde e o setor de regulação, mas, até o momento da entrevista, não havia sido chamada para o atendimento. “Eu vou lá, eles falam que é para aguardar, para aguardar e estou esperando. E minhas papeladas de ressonância, raio-X, laudo, está tudo na Defensoria”, afirmou.

Marlene diz que a espera tem sido difícil diante das dores e das limitações diárias. “Ninguém sabe a dor que eu estou passando. Eu estou sofrendo muito com essa perna, eu preciso fazer urgente essa cirurgia”, declarou.

A aposentada espera conseguir atendimento e avançar no processo para realizar o procedimento indicado, com o objetivo de aliviar as dores e recuperar a capacidade de locomoção.

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