segunda-feira, 26 de outubro de 2026.

Futura Mesa Diretora da Câmara promete independência, transparência e diálogo em Vilhena

Reforma parcial do prédio, Plenarinho e mudanças no Regimento da Casa de Leis estão entre os planos do grupo
Vereadores Deiveson, Eliton, Pedrinho, Oziane e Rose / Foto: Extra de Rondônia

Os vereadores que vão compor a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Vilhena no biênio 2027-2028 visitaram a redação do site Extra de Rondônia na manhã desta segunda-feira, 26.

Durante a conversa com a reportagem, os parlamentares falaram sobre as expectativas para a nova gestão, que começa em janeiro de 2027, e destacaram a independência do Legislativo, a transparência e o diálogo como princípios para a condução dos trabalhos.

A futura Mesa Diretora será presidida por Pedrinho Sanches (PODE), tendo Eliton Costa como 1º vice-presidente, Deiveson Gela como 2º vice-presidente, Oziane Germiniano como 1ª secretária e Rose Batista como 2ª secretária.

Eleito presidente em 5 de outubro, Pedrinho Sanches afirmou que pretende conduzir o Legislativo com transparência, respeito aos demais parlamentares e abertura ao diálogo. “Vilhena tem um parlamento atuante, forte, independente, onde o diálogo e o respeito são pilares fundamentais. Tudo o que seja de bom para a sociedade terá o nosso apoio”, declarou ao site.

Questionado sobre a ação que determinava a suspensão da eleição da Mesa Diretora, Pedrinho afirmou que a questão foi superada após a apresentação de documentos e argumentos pela defesa jurídica de seu grupo. Segundo ele, os esclarecimentos foram acolhidos pela Justiça, permitindo o andamento do processo.

O futuro presidente também agradeceu aos integrantes da Mesa e aos demais vereadores que apoiaram sua eleição, mencionando Celso Machado (PL), Zé Duda (Republicanos), Samir Ali (MDB) e Wilson Tabalipa (PL). “Todos terão voz nessa nova composição do Legislativo, visando analisar e votar o que é melhor para a sociedade vilhenense”, destacou.

PROJETOS PARA O LEGISLATIVO

Durante a entrevista, Pedrinho, que também já presidiu a Câmara Municipal de Cerejeiras, mencionou projetos que pretende discutir ao longo da nova gestão.

Entre as propostas estão a reforma parcial do prédio do Legislativo, com a construção de um “Plenarinho”, espaço destinado a reuniões, inclusive das comissões parlamentares, a criação de uma galeria das legislaturas e a reformulação do Regimento Interno da Câmara.

Vereadores em entrevista ao jornalista e advogado Esteban Vera / Foto: Divulgação

PARLAMENTARES DESTACAM DIÁLOGO E EXPERIÊNCIA

Os demais integrantes da futura Mesa Diretora também comentaram ao Extra de Rondônia os motivos que os levaram a apoiar Pedrinho Sanches para a presidência e destacaram a importância do diálogo na condução dos trabalhos legislativos.

Eliton Costa, eleito 1º vice-presidente, afirmou que decidiu apoiar Pedrinho em razão de sua experiência política e administrativa. Ele demonstrou expectativa de que o próximo biênio seja marcado por resultados positivos. “A escolha de Pedrinho foi de forma transparente. Sua sensibilidade, experiência e diálogo serão fundamentais. Será um excelente presidente, tenho certeza”, declarou.

Deiveson Gela, eleito 2º vice-presidente, afirmou que a composição da Mesa foi resultado de quatro meses de articulações. Segundo ele, a experiência de Pedrinho pesou na decisão de apoiá-lo para comandar a Casa de Leis. “Tudo que seja bom para o município terá o nosso apoio. Nesse sentido, o diálogo entre Legislativo e Executivo é primordial”, ressaltou Gela, filho do ex-vereador Elias Músico, que exerceu mandatos nas Câmaras de Vilhena e Pimenta Bueno.

Já Oziane Germiniano, eleita 1ª secretária, disse que aceitou o convite para integrar a Mesa Diretora em consideração à trajetória política de Pedrinho e à importância do Legislativo para a sociedade vilhenense. “Podem contar comigo para tudo o que for de importante para o município”, afirmou.

Rose Batista, eleita 2ª secretária, também justificou seu apoio ao futuro presidente, destacando a importância do diálogo, da transparência e da atuação fiscalizadora dos vereadores.

Ela ressaltou que não se considera oposição política ao Executivo, mas entende que a função do Legislativo exige independência para acompanhar e questionar as ações da administração municipal quando necessário. “Fui da opinião de que não poderíamos colocar na presidência uma pessoa que diga só ‘amém’ a tudo do Executivo. Apoiamos, mas também questionamos”, declarou.

As manifestações dos integrantes da futura Mesa Diretora apontam para uma gestão que, segundo os parlamentares, buscará conciliar diálogo institucional e cooperação com o Executivo com a autonomia da Câmara no exercício de suas atribuições legislativas e fiscalizadoras.

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