sexta-feira, 16 de janeiro de 2026.

Flori confirma pré-candidatura ao governo, diz que Fúria está cercado por “cavalos peludos” e critica manobra dos Expeditos: “acham que o eleitor é idiota”

Prefeito de Vilhena também questionou postura de gestor cacoalnese: “ele quer enganar a esquerda e a direita”
Jornalista Orlando Caro e prefeito Flori / Foto: Extra de Rondônia

O prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos), concedeu entrevista exclusiva à reportagem do Extra de Rondônia na manhã desta sexta-feira, 16, para comentar os recentes acontecimentos políticos no Estado de Rondônia.

Durante a entrevista, Flori confirmou sua pré-candidatura ao governo do estado e afirmou estar à disposição do partido para atuar na disputa eleitoral.

Ele também criticou as estratégias adotadas pelos ex-deputados federais Expedito Júnior (pai), presidente do PSD em Rondônia, e Expedito Netto (filho), recém filiado ao PT, um representando a direita e o outro à esquerda, o que, na opinião de Flori, demonstra uma tentativa de manipulação do eleitorado. “Acham que o eleitor rondoniense é idiota”, desabafou.

Além disso, Flori criticou as declarações do seu adversário político, Adailton Fúria, prefeito de Cacoal, que também se envolveu nesse jogo político de forma contundente.

>>> LEIA, ABAIXO, A TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

EXTRA DE RONDÔNIA – Nos quatro cantos do Estado de Rondônia, seu nome é citado como pré-candidato ao governo. Isso procede?

FLORI CORDEIRO: Nós estamos prontos para encarar o que for necessário, primeiramente, pelo interesse do povo de Vilhena e, depois, pelo interesse do povo rondoniense. Contamos com o apoio do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, que está com uma gestão muito bem avaliada. Em Vilhena, tivemos avanços importantes em nossa administração em um curto período de tempo. Nesse sentido, colocamos nosso nome à disposição do partido e da população.

 

EXTRA: Qual é a sua análise sobre a filiação de Expedito Netto ao Partido dos Trabalhadores (PT), que lançou um pré-candidato da esquerda ao governo de Rondônia? E sobre as declarações do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que afirma ser de direita, mas defende uma gestão sem barreiras entre direita e esquerda?

FLORI: O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, parece-me uma pessoa boa, mas está cercado por “cavalos peludos” da política rondoniense, o que pode acabar lhe trazendo prejuízos. Veja bem: acabou de surgir um Expedito (Netto) como candidato pela esquerda, e há outro Expedito (Júnior) representando a direita. Fico pensando: será que isto não é diminuir a inteligência do eleitor, tanto de esquerda quanto de direita? Este pessoal do Expedito acha que o eleitor é idiota, que não percebe que eles estão com os pés em duas canoas, tentando tirar vantagem de tudo. Um usa a esquerda, o outro usa a direita, para montar seus próprios projetos. Tenho certeza de que o eleitor não deixará passar essa estratégia. Existem dois Expeditos: um na direita e outro na esquerda. Isso não irá colar. E vai contra os ensinamentos bíblicos, que dizem: “Você deve ser quente ou frio.”

Já o prefeito de Cacoal vem com essa historinha, que não é nem de direita e nem de esquerda. Que história é essa? Ele está sendo morno. Espero que a população perceba isto, que é um sujeito que quer enganar a esquerda e quer enganar a direita. Isto não acontecerá.

 

EXTRA: Caso o Podemos confirme seu nome, o senhor está preparado para governar Rondônia?

FLORI: Veja bem. Temos dois grandes problemas que Rondônia precisa resolver imediatamente. O primeiro é a saúde. Precisamos avançar muito nesse setor e nós conseguimos, em Vilhena, implantar um modelo conhecido no país há 30 anos. Conseguimos melhorar muito na Saúde em Vilhena.

Temos um ranking do Ministério da Saúde que analisa a qualidade da Saúde nos Estados. Peguei Vilhena em 27º colocado e hoje ocupa a segunda colocação no Estado, ficando atrás apenas de Rolim de Moura, cujo prefeito, Aldo Júlio, faz um excelente trabalho. Vilhena é a primeira entre as grandes cidades do país nesse ranking.

Se compararmos, Vilhena ainda atende à alta e média complexidade, além dos postos de saúde, o que representa uma carga bastante grande. Em Cacoal, por exemplo, o prefeito cuida apenas dos postos de saúde. No ranking do Ministério da Saúde, o município de Cacoal está na 33ª posição em Rondônia. Nesse contexto, temos a “fórmula” de como fazer. Os órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, concordam com nosso trabalho.

O segundo grande problema é a segurança pública. Precisamos garantir a segurança das pessoas. Educação, com certeza, é importante, mas não se faz uma boa educação se a criança não pode ir à escola com tranquilidade. A agricultura também é fundamental, mas não se consegue produzir se os implementos são roubados. Para o comércio, a segurança é essencial. Ela precisa de um retorno imediato por parte do governo para que possamos colocar as coisas em dia e oferecer condições para o progresso. Como Delegado da Polícia Federal, entendo muito bem do assunto e tenho convicção de que podemos avançar nesta área.

 

 

 

 

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