
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, a Operação Iterum, com o objetivo de prevenir e reprimir a extração ilegal de ouro e outros crimes ambientais no trecho do Rio Madeira, em Porto Velho.
Durante as diligências, foram identificados motores, dragas e balsas de médio e grande porte empregados na atividade ilícita, evidenciando uma estrutura organizada e com capacidade de operação em larga escala, distinta de práticas artesanais. Diante da inviabilidade de remoção, 29 embarcações e motores utilizados no garimpo ilegal foram inutilizados no próprio local, conforme os procedimentos legais.
Também foram apreendidos aparelhos celulares em posse dos suspeitos flagrados a bordo, frascos contendo mercúrio — substância altamente tóxica comumente utilizada no processamento ilegal do minério — e uma arma de fogo. Em razão da situação de flagrante, dois envolvidos foram presos e encaminhados à unidade da Polícia Federal em Rondônia, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
Segundo a PF, o garimpo ilegal no leito do Rio Madeira provoca danos ambientais significativos, como desmatamento e contaminação por mercúrio, além de impactos diretos às populações indígenas e ribeirinhas da região.
A operação é continuidade das ações Leviatá, Boiúna e Hefestos, também voltadas ao combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira, reforçando a atuação permanente das forças de fiscalização na repressão a esse tipo de crime na Amazônia Legal.
As investigações prosseguem com foco na identificação de financiadores, operadores logísticos e demais integrantes da cadeia criminosa, incluindo os responsáveis pelo suporte material e pela comercialização do ouro extraído ilegalmente. Os envolvidos poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União, associação criminosa, entre outros delitos que venham a ser apurados.












