quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026.

Vilhena capacita profissionais para implantar novo método contraceptivo na rede pública

Treinamento prepara médicos e enfermeiros para oferta do Implanon / Foto: Divulgação

A Prefeitura de Vilhena iniciou, nesta semana, a oficina de qualificação para a implementação do implante contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon, na rede pública municipal de saúde.

A capacitação é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus), por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), e tem como objetivo habilitar médicos e enfermeiros para a inserção do método.

Nesta primeira etapa, realizada nos dias 10 e 11, os profissionais participaram de atividades teóricas, com palestras sobre a evolução das políticas públicas de saúde da mulher, os métodos contraceptivos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e a abordagem dos métodos contraceptivos de longa duração. A etapa prática da capacitação está prevista para o dia 25 de fevereiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes atualmente disponíveis. O implante atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse prazo, o dispositivo deve ser retirado e, caso haja interesse da paciente, um novo implante pode ser inserido imediatamente pelo SUS. A fertilidade tende a retornar rapidamente após a remoção.

Além do Implanon, atualmente, o SUS disponibiliza diversos métodos contraceptivos, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcional oral combinado, pílula oral de progestagênio, injetáveis hormonais mensal e trimestral, além de laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A coordenadora da Atenção Primária, Patrícia Gomes, destaca que, embora o implante ainda não esteja disponível para a população em Vilhena, a Secretaria optou por antecipar a qualificação das equipes. “Dessa forma, garantimos que, assim que os dispositivos forem disponibilizados ao município nos próximos meses, os profissionais estejam plenamente preparados para ofertar o método com qualidade, segurança e acolhimento às usuárias da rede pública de saúde”, ressaltou.

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