
A crise política em Colorado se intensifica diante de um cenário que mistura grave situação financeira e suspeitas de interferência no Legislativo.
O adiamento da votação das contas do ex-prefeito José Ribamar, na sessão da última segunda-feira, 23, tem gerado forte reação dentro da Câmara Municipal e também entre a população.
Devido ao adiamento e silêncio, opositores e críticos levantam suspeitas de possível manobra da vereadora Micheli Martins, presidente da Casa de Leis, para favorecer o ex-prefeito, apesar de alerta do atual gestor, Edinho da Rádio, sobre riscos iminentes ao Município.
Nos bastidores, a suposta manobra teria como estratégia atrasar ao máximo a votação das contas e evitar que – devido à gravidade das acusações – Ribamar seja declarado inelegível, o que o impediria de disputar as eleições de outubro próximo.
A reportagem do Extra de Rondônia ouviu alguns vereadores, que informaram que o caso será analisado durante a reunião das Comissões, prevista para esta quinta-feira, 26, na Casa de Leis. É nesse momento que será decidido se o projeto de contas do ex-prefeito será apreciado ou não na sessão ordinária de segunda-feira, 30 de março.
A ausência de justificativas técnicas claras para o adiamento, por parte da assessoria do Legislativo, reforça as críticas e amplia o desgaste político. Para vereadores ouvidos pelo site, o processo já está pronto para ser votado e não haveria motivo legítimo para novos atrasos. “A decisão é dela”, afirmou um parlamentar ao site, acrescentando que cabe à presidente do Legislativo decidir se o projeto será ou não apreciado em plenário na próxima sessão.
PREJUÍZO SUPERIOR A R$ 10 MILHÕES
Em oficio encaminhado ao Legislativo, Edinho da Rádio, atual prefeito de Colorado do Oeste, aponta a existência de prejuízo superior a R$ 10 milhões, além de irregularidades como ausência de prestação de contas e execução parcial de convênios firmados com o Estado.
Segundo o documento, essas inconsistências podem obrigar o município a devolver recursos vultosos, além de colocar Colorado em risco iminente de inadimplência.
José Ribamar rebate as acusações, afirmando que “houve sobras de recursos” durante sua administração (leia mais AQUI e AQUI).












