
O pastor e psicólogo João Batista, popularmente conhecido como “João do Cerna”, fundador e coordenador da Comunidade Terapêutica Nova Aliança, em Rolim de Moura, afirma que pretende levar ao debate público o fortalecimento das políticas de enfrentamento à dependência química em Rondônia.
Pré-candidato a deputado estadual, ele defende maior integração entre programas de prevenção, tratamento e apoio às famílias.
Segundo João do Cerna, a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas à frente da comunidade terapêutica revela as dificuldades enfrentadas por famílias que buscam tratamento para dependentes químicos. Ele destaca que muitas pessoas ainda não sabem como acessar os serviços públicos disponíveis.
De acordo com o coordenador, comunidades terapêuticas que possuem convênios com o poder público podem oferecer tratamento a pessoas sem condições financeiras. No entanto, ele aponta que ainda faltam informações claras e maior integração entre órgãos da rede de atendimento, como centros de assistência social e serviços de saúde mental.
A Comunidade Terapêutica Nova Aliança foi criada há cerca de 24 anos e atende atualmente aproximadamente 100 pessoas em tratamento. O modelo adotado pela instituição considera o acompanhamento médico, psicológico e social, além da convivência entre os pares como parte fundamental do processo de recuperação.
João do Cerna afirma que a estrutura foi construída a partir de sua própria trajetória. Ele relata ter enfrentado dependência química e situação de rua antes de iniciar o trabalho de acolhimento. Posteriormente, retomou os estudos, concluiu a formação em psicologia e se especializou em terapia cognitivo-comportamental e em tratamento da dependência química.
A instituição recebe pacientes de diversas regiões do país e mantém parcerias com órgãos públicos para o atendimento de pessoas encaminhadas por programas sociais.
Na área política, João do Cerna afirma que pretende defender a criação de uma frente parlamentar voltada à política sobre drogas e saúde mental no estado. Segundo ele, o objetivo é ampliar o debate sobre prevenção, tratamento e reinserção social de dependentes químicos.
Entre as propostas citadas estão o fortalecimento de programas de prevenção voltados a jovens e adolescentes, além do apoio a iniciativas comunitárias que atuam na recuperação de usuários de drogas.
Ele também destaca a importância de projetos educacionais e sociais, como programas de prevenção ao uso de drogas nas escolas e iniciativas de formação cidadã, considerados fatores de proteção para crianças e adolescentes.
Para o pastor, políticas públicas voltadas à dependência química precisam envolver não apenas o tratamento dos usuários, mas também ações de prevenção e apoio às famílias afetadas pelo problema.













