sábado, 08 de agosto de 2026.

Em Vilhena, desembargador do TRE participa de projeto em escola e defende representatividade política da região na Câmara Federal

Lagos enfatizou que a região precisa eleger representantes comprometidos com demandas locais
Daniel Lagos (à esq) entrevistado pelos radialistas Roberto Di Jorge e Andrey Gabriel / Foto: Divulgação

O desembargador Daniel Ribeiro Lagos, corregedor regional do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), cumpriu agenda nesta sexta-feira, 8, em Vilhena.

Durante a visita ao município, Lagos esteve na escola Álvarez de Azevedo, onde participou do projeto “Meu Voto, Meu Poder”, iniciativa voltada à conscientização dos adolescentes sobre a importância das eleições de outubro e do exercício do voto para a escolha dos representantes de Rondônia nos cargos de presidente da República, senador, deputado federal e deputado estadual.

Em entrevista ao programa “Realidade”, da Rádio Planalto de Vilhena, o desembargador destacou a preocupação com a ausência de eleitores nas eleições e ressaltou a importância do cumprimento do dever cívico.

Segundo Lagos, Rondônia possui atualmente mais de 1,3 milhão de eleitores, enquanto Vilhena conta com mais de 71 mil. Ele também chamou a atenção para o número de eleitores que deixam de participar do processo eleitoral.

Ao comentar os questionamentos relacionados à segurança das urnas eletrônicas, o desembargador afirmou ser favorável ao debate e às discussões sobre o sistema eleitoral, mas ressaltou que, até o momento, não houve comprovação de fraude nas urnas. “Mas os questionamentos são importantes, e as inquietações fazem a gente andar”, analisou.

REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA DO CONE SUL

Em mensagem à comunidade de Vilhena e aos moradores da região do Cone Sul, Lagos destacou a força econômica do município e da região, mas também chamou a atenção para a baixa representatividade política local na Assembleia Legislativa de Rondônia e, principalmente, para a ausência de um representante de Vilhena na Câmara dos Deputados.

Para o desembargador, a região precisa eleger representantes comprometidos com as demandas locais e capazes de atuar na definição do orçamento e na destinação de investimentos públicos. “Os políticos ficam vinculados umbilicalmente a uma base eleitoral. Por exemplo, o candidato de Vilhena vai fortalecer Vilhena. A vinculação é boa porque obriga a prestar contas ao seu eleitorado”, afirmou.

Lagos ressaltou que Vilhena atualmente conta com apenas dois deputados estaduais, sem nenhum representante na Câmara Federal. “Vilhena tem que eleger seu representante na Câmara Federal, porque é muito importante na organização do orçamento e investimento público. Não adianta bater panela na rua, queimar pneu. Tem que eleger a pessoa certa, comprometida com a sua região, com seu município”, destacou.

O desembargador também citou Cacoal, que igualmente não possui atualmente um deputado federal eleito diretamente pela região, e ampliou o apelo para todo o Estado. “E não é Vilhena só, Cacoal também não tem deputado federal. Então, eu chamo a atenção do cidadão de Rondônia para que se faça representar. Não negligencie sua cidade, já que todas as suas coisas estão aqui. Defenda sua cidade”, concluiu.

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