
O candidato ao governo de Rondônia Expedito Netto (PT) cumpriu agenda neste domingo, 30, em Vilhena, e concedeu entrevista exclusiva ao Extra de Rondônia, na qual falou sobre as eleições, suas principais propostas e a avaliação que faz dos desafios econômicos e sociais enfrentados pelo estado.
Durante a entrevista, Expedito afirmou que o PT está unido em torno da candidatura ao governo e destacou também a candidatura de Luciana Oliveira ao Senado.
Segundo ele, esta é a primeira vez em 18 anos que o partido apresenta uma candidatura própria ao governo de Rondônia.
Ao falar sobre suas prioridades, o candidato repetiu que educação será o principal foco de uma eventual administração. Expedito, porém, disse que entende educação de forma ampla, incluindo a assistência técnica e a transferência de conhecimento aos produtores rurais.
INDUSTRIALIZAÇÃO COMO PRIORIDADE
Outro ponto destacado pelo candidato foi a necessidade de industrializar Rondônia e agregar valor à produção estadual. Para Expedito, o crescimento econômico do estado precisa deixar de depender apenas da expansão das atividades primárias.
Ele criticou o que considera entraves criados pela legislação estadual e citou como exemplos as cadeias do pescado, do leite, do cacau e da castanha.
Segundo Expedito, atualmente há situações em que é economicamente mais vantajoso vender produtos sem beneficiamento e posteriormente comprar produtos industrializados de outros estados. “Cadê nossas fábricas de chocolate? Cadê a nossa geração de emprego? Cadê a nossa geração de renda aqui dentro do Estado?”, questionou, ao citar a produção de cacau em Rondônia.
O candidato também defendeu mudanças nas regras estaduais para estimular empresas e indústrias locais. Na avaliação dele, o estado precisa criar condições para que a produção rural seja beneficiada dentro de Rondônia, gerando empregos e aumentando a renda dos produtores.

APOIO À AGRICULTURA FAMILIAR
Expedito também destacou a necessidade de ampliar o acesso dos pequenos produtores a crédito, equipamentos e tecnologia.
Ele citou a produção de café como exemplo e afirmou ter participado da entrega de mais de 80 secadores de café na região central de Rondônia. Segundo o candidato, equipamentos desse tipo ajudam a melhorar a qualidade do produto e permitem que o produtor obtenha maior valor pela produção.
Para Expedito, a agricultura familiar representa uma parcela significativa da produção estadual e precisa receber políticas específicas para aumentar sua produtividade e agregar valor aos produtos.
O candidato também mencionou a produção de castanha e afirmou que Rondônia precisa avançar no beneficiamento de seus próprios produtos, em vez de comercializá-los sem processamento e posteriormente adquiri-los industrializados de outros estados ou países.
CRÍTICAS AO GOVERNO MARCOS ROCHA E ELOGIOS A CASSOL
Questionado sobre a avaliação que faz do atual governo de Rondônia, Expedito deu nota dois. Ele afirmou, entretanto, que sua avaliação negativa não se restringe à atual administração e que considera que outros ex-governadores também deixaram a desejar em diferentes áreas.
Entre os governos anteriores, destacou a gestão do ex-governador Ivo Cassol, principalmente pelas ações voltadas ao setor produtivo, assistência técnica e infraestrutura de estradas para o escoamento da produção.
Expedito ressaltou que não considera Cassol necessariamente o melhor governador, mas avaliou que houve avanços importantes no apoio aos produtores rurais durante sua administração.
“FAÇAM AS CONTAS”, DIZ CANDIDATO
Ao final da entrevista, Expedito pediu aos eleitores que analisem as propostas dos candidatos antes de tomar uma decisão. “Eu peço apenas que vocês façam as contas, assistam aos debates, assistam às entrevistas, conheçam as propostas dos candidatos e aí sim tomem sua decisão”, afirmou ao Extra de Rondônia.
O candidato também criticou decisões baseadas exclusivamente em partidos ou ideologias e defendeu que o eleitor avalie individualmente as propostas e a viabilidade de cada candidatura.
Para Expedito, os candidatos também precisam apresentar de onde virão os recursos necessários para colocar em prática aquilo que prometem durante a campanha.














