
O médico e candidato a deputado federal por Rondônia, Dr. Lucas Donadon, defende a implantação urgente de uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica Tipo II no Hospital Regional de Vilhena, destinada a atender crianças de Vilhena e dos demais municípios do Cone Sul do estado.
A proposta parte de uma lacuna existente na atual estrutura de alta complexidade da região.
Dados do Plano de Ação Estadual da Rede de Atenção às Urgências de Rondônia, elaborado com informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), apontam que o Cone Sul possui 17 leitos de UTI Adulto Tipo II, mas nenhum leito de UTI Pediátrica Tipo II.
Vilhena também avançou nos últimos anos na assistência neonatal. O Hospital Regional conta com estrutura destinada aos recém-nascidos de alto risco, incluindo leitos de UTI Neonatal e unidades de cuidados intermediários.
Para Dr. Lucas Donadon, o próximo passo precisa ser preencher o vazio existente entre o atendimento intensivo neonatal e o adulto. “Hoje temos uma situação que precisa ser enfrentada. Vilhena possui UTI para pacientes adultos e avançou muito no atendimento aos recém-nascidos, mas o Cone Sul continua sem uma UTI Pediátrica Tipo II. Quando uma criança precisa de terapia intensiva especializada, a família não pode depender de percorrer centenas de quilômetros em busca de atendimento. Precisamos trazer essa estrutura para Vilhena e fazer dela uma referência também na terapia intensiva pediátrica”, defende.
UTI NEONATAL NÃO SUBSTITUI UTI PEDIÁTRICA
Apesar de muitas vezes serem confundidas, as estruturas possuem funções diferentes. A terapia intensiva neonatal é destinada principalmente aos recém-nascidos que necessitam de cuidados de alta complexidade. Já a UTI Pediátrica é estruturada para atender bebês após o período neonatal, crianças e adolescentes em estado grave.
Isso significa que a existência de UTI Neonatal em Vilhena não elimina a necessidade de uma unidade pediátrica.
Na prática, uma criança do Cone Sul que apresente um quadro grave e necessite de suporte intensivo especializado pode precisar ser regulada para outra região do estado justamente porque não existem leitos de UTI Pediátrica Tipo II no Cone Sul.
A desigualdade fica ainda mais evidente quando são comparadas as diferentes regiões de Rondônia. Há leitos pediátricos Tipo II em outros polos do estado, enquanto o Cone Sul permanece sem esse tipo de estrutura.
IMPLANTAÇÃO COM RECURSOS FEDERAIS
Dr. Lucas Donadon defende que a implantação da UTI Pediátrica seja viabilizada por meio de recursos federais, destinados à estrutura física, aquisição de equipamentos e implantação do serviço, além da articulação junto ao Ministério da Saúde para sua posterior habilitação e custeio.
A nova unidade necessitaria de estrutura completa, incluindo ventiladores pulmonares, monitores multiparâmetros, bombas de infusão, equipamentos de suporte avançado de vida e equipe multiprofissional especializada. “Não basta construir uma sala e colocar equipamentos. A nossa defesa é de uma UTI Pediátrica completa, estruturada, com profissionais especializados e condições permanentes de funcionamento. É necessário buscar recursos federais para implantação e trabalhar junto ao Ministério da Saúde para habilitação e custeio do serviço”, afirma.
HOSPITAL REGIONAL JÁ É REFERÊNCIA PARA O CONE SUL
A escolha de Vilhena para sediar a futura estrutura acompanha o processo de fortalecimento do Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira como referência hospitalar para todo o Cone Sul.
Para Dr. Lucas, a UTI Pediátrica deve fazer parte dessa evolução. “O Hospital Regional precisa continuar avançando em complexidade. Vilhena atende uma região inteira. Fortalecer esse hospital significa evitar deslocamentos, diminuir o sofrimento das famílias e fazer com que o morador do Cone Sul tenha acesso, mais perto de casa, a serviços que já existem em outros polos de Rondônia”, destaca.
UMA ESTRUTURA PARA TODA A REGIÃO
A proposta não seria destinada exclusivamente aos moradores de Vilhena. A ideia é que a unidade tenha caráter regional, integrada à regulação do SUS e preparada para receber pacientes pediátricos graves provenientes dos municípios do Cone Sul.
Dr. Lucas defende ainda que o dimensionamento definitivo do número de leitos seja estabelecido a partir de estudo técnico sobre demanda, internações, transferências e necessidades da população infantil da região. “Precisamos olhar para o futuro da saúde do Cone Sul. Minha defesa é clara: Vilhena precisa ter uma UTI Pediátrica Tipo II para atender nossas crianças. É uma estrutura que outras regiões de Rondônia possuem e que o Cone Sul também precisa ter. Vamos trabalhar para buscar os recursos federais necessários e transformar essa necessidade em realidade”, conclui.














