
No Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado neste sábado (19), a solidariedade ganha um significado que pode ultrapassar o gesto de ajudar.
Para milhares de pessoas que aguardam por um transplante, encontrar um doador compatível pode representar a possibilidade de continuar vivendo.
Foi pensando na importância de ampliar essa rede de solidariedade que acadêmicos do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana, por meio do projeto Pulso Solidário, participaram de uma ação de cadastramento de possíveis doadores de medula óssea, realizada no dia 14 de setembro, em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron) e o Projeto Amigas Além da Vida.
A mobilização resultou em 160 cadastros válidos. O cadastramento de um possível doador é uma das etapas que podem ampliar as chances de pacientes que precisam encontrar uma pessoa geneticamente compatível. Os dados coletados passam a integrar o registro de possíveis doadores e podem ser cruzados com as informações de pacientes que aguardam por um transplante.
A diretora geral do projeto Pulso Solidário, Isabela Nery, que esteve à frente da ação, destacou que a iniciativa teve um significado que foi além da experiência acadêmica.
“A importância dessa ação não se resume apenas ao ganho de experiência acadêmica, mas também ao impacto que ela pode representar na vida de possíveis receptores dessa medula. Quanto mais pessoas cadastradas no Banco Nacional de Dados, maior a possibilidade de uma pessoa que está passando por essa situação encontrar um doador compatível. Por isso, ações como essa são tão importantes.”
O cadastro não significa que a pessoa será imediatamente chamada para realizar uma doação. Primeiro, é feita a identificação das características genéticas necessárias para a busca por compatibilidade. Caso seja identificada uma possível correspondência com um paciente, o voluntário poderá ser chamado para a realização de novos exames e, posteriormente, para a doação, se a compatibilidade for confirmada.
Um gesto que começa com solidariedade
Para quem decidiu participar da ação, a motivação esteve ligada a um sentimento simples, mas capaz de alcançar alguém que enfrenta um dos momentos mais delicados da vida. Raiane da Costa Miranda se cadastrou como possível doadora movida pelo desejo de ajudar.
“Meu intuito maior de ser doadora é, sim, ajudar o próximo.”
A mesma percepção foi compartilhada por Edgar Nataniel Peñaranda Endara, que enxergou no cadastramento uma forma concreta de exercer a solidariedade.
“Acredito que fazer uma doação, independentemente do que seja, é um ato de solidariedade para ajudar a salvar vidas.”
A busca por um doador compatível depende de características genéticas específicas. Quando não há um familiar compatível, os registros de voluntários são fundamentais para ampliar as possibilidades de encontrar alguém que possa realizar a doação.
É justamente por isso que ações de cadastramento têm papel importante na conscientização. Cada novo voluntário amplia o universo de pessoas que podem ser identificadas em futuras buscas de compatibilidade.
Para a Medicina Metropolitana, a iniciativa também reforçou o papel da extensão universitária na formação dos futuros profissionais. Por meio do Pulso Solidário, os acadêmicos participaram de uma ação que aproximou conhecimento, saúde pública e responsabilidade social, colocando em prática valores que fazem parte da formação médica.
>>>>>>>>>>Clique na imagem para ampliar>>>>>>>>>>













