O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), por decisão do juiz auxiliar da propaganda, Rinaldo Forti da Silva, determinou que a Revista Exame corrija, em até duas horas, matéria que trocou as posições de Adailton Furia e Hildon Chaves na disputa pelo Governo de Rondônia.
A decisão foi proferida na noite de 28 de setembro, na Representação nº 0601285-50.2026.6.22.0000, ajuizada pela Coligação Gente que Gosta de Gente, que tem como candidato Adailton Furia.
A matéria, intitulada “Agregador Inteligov/Exame: Marcos Rogério lidera eleição em Rondônia com 30,50%”, trocou as posições de Adailton Furia e Hildon Chaves. Porém, o levantamento estatístico oficial vinculado à própria publicação mostrava o contrário: Marcos Rogério com 30,90%, Adailton Furia com 25,60% e Hildon Chaves com 12,34%.
Ao analisar o pedido, o magistrado constatou que os percentuais são os mesmos, mas foram “aparentemente associados a candidatos diferentes no texto e no painel”. Para o juiz, “a inconsistência é, portanto, objetiva e verificável de plano”.
A decisão também alcança as redes sociais. O TRE-RO determinou à Meta a indisponibilização, em 24 horas, de publicações no Instagram que reproduziram a informação errada, até que sejam corrigidas. Os perfis ficam proibidos de repetir a classificação incorreta sem correção, sob pena de multa de R$ 5 mil por descumprimento.
Para a Exame, a multa é de R$ 10 mil por dia de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 100 mil.
O juiz destacou o risco para o eleitorado a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Segundo a decisão, a posição de cada candidato pode interferir na percepção pública de competitividade, especialmente no chamado voto útil.
Esse mais recente número divulgado pelo próprio agregador desmonta a narrativa de uma eleição definida em primeiro turno. Com o primeiro colocado abaixo de 31% e Furia consolidado com 25,60% na segunda posição, o cenário aponta uma disputa no segundo turno entre Marcos Rogério e Adailton Furia.









