terça-feira, 03 de fevereiro de 2026.

Em discurso ácido, presidente da Câmara sugere CPI e chama grupo Chavantes de “hipócritas e covardes” em Vilhena

Celso Machado denuncia reclamações de falta de medicamentos para pacientes internados e quer envolvimento do MP
Celso Machado, presidente da Câmara de Vilhena / Foto: Divulgação

Durante a primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Vilhena, o presidente da Casa, vereador Celso Machado (PL), abordou novamente a situação da Santa Casa de Chavantes, entidade responsável pela administração da UPA e do Hospital Regional do município.

Em seu discurso, o parlamentar denunciou uma série de irregularidades e dificuldades enfrentadas pela instituição.

Celso Machado afirmou que há inúmeras reclamações acerca da falta de medicamentos para pacientes internados, apesar de os repasses financeiros e pagamentos já terem sido realizados.

Ele ressaltou que, para evitar represálias, não citará nomes de profissionais envolvidos, mas criticou duramente a gestão da entidade, comparando-a ao regime de Nicolás Maduro, por suposto autoritarismo. “Questionar tem preço, obedecer é regra. Enquanto isso, quem está nos leitos espera pelo básico”, declarou em publicação nas redes sociais.

O vereador também destacou a delicada situação salarial dos médicos do Hospital Regional, informando que o pagamento do salário de novembro foi efetuado.

Em um momento mais contundente, Celso sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as contas da Santa Casa de Chavantes.

Sem meias palavras, chamou o grupo responsável de “bando de hipócritas e covardes” e afirmou que a investigação é necessária para esclarecer a população. “Temos que investigar, se for preciso. São covardes, sabem inventar fake news. Pensaram que eu iria me acovardar. Não vão fugir, quem sofre é a população de Vilhena”, desabafou.

Celso Machado reforçou a importância do papel fiscalizador do Legislativo, destacando que o maior contrato da prefeitura de Vilhena deve ser acompanhado de perto. “Se há irregularidades, vamos sugerir uma CPI. Nossa função é cobrar e garantir que os recursos públicos sejam utilizados corretamente”, desabafou. Assista ao discurso AQUI.

 

 

 

 

 

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