
Na manhã de sábado, 28 de fevereiro de 2026, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência envolvendo uma mulher que estaria pedindo socorro no meio da via pública, em Vilhena.
Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima sentada no meio-fio, amparada por populares, chorando, descalça e com forte odor etílico.
Aos policiais, ela relatou que seu aparelho celular, bolsa, chinelos, carteira de cigarros e capacete haviam sido furtados, mas afirmou não se lembrar com precisão de como os fatos ocorreram.
Disse apenas que, na noite anterior, esteve em uma casa noturna na Avenida Paraná na companhia de três homens, onde ingeriu grande quantidade de bebida alcoólica.
Recordava-se apenas de estar deitada com um homem sobre seu corpo, segurando-a pelo pescoço, momento em que conseguiu se desvencilhar e fugir, correndo até o local onde foi encontrada.
Durante a ocorrência, um morador das proximidades chamou a guarnição e informou que teria visto a mulher abaixada ao lado de sua motocicleta, na garagem da residência, suspeitando de tentativa de furto.
Com autorização, os policiais realizaram buscas no imóvel e localizaram, escondidos no quintal, próximo à caixa d’água, o celular, a bolsa com documentos e os chinelos da vítima.
No interior da casa também foram encontrados outros objetos reconhecidos por ela como sendo de sua propriedade.
Diante dos indícios, o morador recebeu voz de prisão e foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP).
Conforme apurado, ele confessou ter conhecido a mulher na casa noturna e que ambos seguiram para sua residência, onde continuaram ingerindo bebida alcoólica. Admitiu ainda que ocultou os pertences da vítima por medo de represálias.
Segundo a Polícia Militar, a conduta configura, em tese, tentativa de estupro, já que o ato não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do suspeito, além do crime de furto.
A ocorrência foi registrada e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.











