quinta-feira, 23 de abril de 2026.

Vereador relata cirurgia, revela ação judicial por falta de medicamentos na Saúde e manda recado à Santa Casa em Vilhena

Presidente da Câmara utilizou termos como “mentiroso”, “nó-cego”, “pilantra” e “safado” ao se referir ao Grupo Chavantes
Celso Machado, presidente da Câmara de Vilhena / Foto: Divulgação

O presidente da Câmara de Vilhena, Celso Machado (PL), voltou a utilizar a tribuna durante a sessão ordinária realizada na noite desta quarta-feira, 22, para fazer críticas à gestão da Santa Casa de Chavantes, responsável pela administração da Saúde no município.

O parlamentar utilizou termos como “mentiroso”, “nó-cego”, “pilantra” e “safado” ao se referir ao Grupo Chavantes.

Durante seu pronunciamento, o parlamentar — que também é médico — comentou sobre a angioplastia à qual foi submetido recentemente, revelou a existência de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público devido à falta de medicamentos básicos no Hospital Regional (HR) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além de abordar a renegociação de uma dívida envolvendo a entidade gestora para garantir a continuidade dos exames de tomografia no Hospital Cooperar. O serviço tem sido mantido devido à quebra do aparelho disponível no HR.

Sobre o procedimento cirúrgico, Celso afirmou que a angioplastia foi realizada no Hospital Cooperar por ser associado à unidade, mas destacou que, em breve, o mesmo atendimento estará disponível à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo ele, a expectativa é de que o serviço comece a ser oferecido junto à Secretaria de Saúde. “Isso aqui vai para os corneteiros de plantão: começo de junho vamos fazer também angioplastia pelo SUS. Buscamos esse convênio desde o ano passado com o secretário (de saúde) Wagner”, destacou.

O presidente da Câmara também afirmou que os repasses financeiros da Prefeitura à Santa Casa estão sendo feitos regularmente, questionando, no entanto, a ausência de medicamentos nas unidades de saúde. Ele citou a atuação do Ministério Público, através do promotor de justiça João Paulo, que ingressou com ação para assegurar o abastecimento mínimo de insumos essenciais no HR e na UPA. “Que palhaçada é essa que não cumprem com suas obrigações? Incompetentes. Pra onde está indo esse dinheiro?”, questionou.

Na última semana, a Justiça determinou que a Santa Casa apresente, no prazo de dez dias, documentação que comprove a existência de estoque suficiente de medicamentos e insumos para um período mínimo de 30 dias. A medida exige ainda a relação detalhada dos itens disponíveis e o consumo médio das unidades.

O parlamentar encerrou seu discurso mandando um recado à gestão da Santa Casa: “o coração está novo agora. Estava 20%, mas agora está 80%. Vem quente que estou fervendo. Podem vir: cambada de safado, pilantra”.

 

 

 

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