
No âmbito das ações da campanha “Maio Laranja”, a Polícia Civil de Rondônia realizou, nesta sexta-feira, 8 de maio, a prisão de um professor de artes marciais em Vilhena.
O homem é investigado por crimes contra a dignidade sexual, em um inquérito que apura práticas de estupro, assédio e importunação sexual contra, ao menos, oito vítimas adolescentes.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, a diligência foi executada de forma conjunta por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e da Delegacia de Homicídios.
A prisão ocorreu após o avanço das investigações, que monitoravam a conduta do suspeito dentro do ambiente de instrução esportiva onde ele atuava.
INTEGRAÇÃO COM A REDE DE PROTEÇÃO
O desfecho da investigação contou com a atuação direta de órgãos que compõem o sistema de garantia de direitos. O fluxo de denúncias e o suporte inicial às vítimas foram viabilizados pelo Conselho Tutelar e pelo CMDCA, responsáveis pelo acolhimento institucional e pelo encaminhamento formal das demandas à autoridade policial.
A Federação de Artes Marciais também colaborou com o processo, auxiliando na condução das vítimas para o registro da ocorrência e reforçando o compromisso com as normas éticas da categoria esportiva.
CONTEXTO DA CAMPANHA MAIO LARANJA
A prisão ocorre em um momento estratégico de conscientização nacional. O Maio Laranja busca dar visibilidade ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, incentivando instituições e familiares a ficarem atentos a sinais de vulnerabilidade.
A integração entre as forças de segurança pública e os conselhos municipais foi determinante para a coleta de provas e para assegurar que os adolescentes recebessem o atendimento psicossocial necessário durante todo o procedimento.
CANAIS DE PROTEÇÃO
A Polícia Civil reitera que o sigilo das investigações e a proteção da identidade das vítimas são rigorosamente mantidos, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Denúncias de violência contra menores podem ser realizadas de forma anônima pelo Disque 100, ou diretamente nas unidades da Polícia Civil e Conselhos Tutelares.












