
O advogado e ativista político Caetano Netto denunciou publicamente o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil), acusando o parlamentar de manter supostos “funcionários fantasmas” em seu gabinete na Câmara dos Deputados.
Segundo o denunciante, pessoas ligadas ao ex-vereador de Vilhena Dhonatan Pagani estariam recebendo salários sem exercer atividades efetivas.
A denúncia cita dois nomes ligados ao ex-parlamentar vilhenense. O primeiro é o de Emanuelle Gerhardt de Oliveira, companheira de Dhonatan Pagani, que teria ocupado cargo de secretária parlamentar desde 2023, com remuneração de R$ 3.543,44 mensais, somando salário e auxílios. Conforme Caetano Netto, ela teria sido exonerada em junho de 2024 após a repercussão do caso em um programa de televisão da capital.
O segundo nome citado é o de Flávio Júnior Pagani Vieira, irmão do ex-vereador. Segundo o advogado, ele residiria em Vilhena e não prestaria assessoria efetiva ao deputado em Brasília. A denúncia afirma ainda que o servidor já ocupou diferentes níveis dentro do gabinete parlamentar, com remunerações que poderiam chegar a R$ 23 mil mensais.
Caetano Netto afirmou que pretende formalizar representação junto ao Ministério Público Federal e também na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados para que o caso seja investigado.
VERSÕES DOS CITADOS NA DENÚNCIA
Procurado pela reportagem do Extra de Rondônia, Dhonatan Pagani rebateu as acusações e saiu em defesa do irmão. Segundo ele, Flávio atua diretamente nas agendas políticas do deputado federal no Cone Sul de Rondônia. “Meu irmão rala igual um condenado nesse Cone Sul trabalhando pro deputado. Inclusive estão em agenda agora. Isso é picuinha de campanha, faz parte”, declarou.
O ex-vereador também contestou as citações envolvendo sua esposa. “Claro que não. Isso nunca aconteceu. Minha esposa não está no gabinete há mais de dois anos. E quando esteve, sempre trabalhou. Ela não tem nada a ver com essas perseguições. Vive uma vida privada. É lamentável até citarem uma pessoa dessa forma”, afirmou.
Dhonatan Pagani disse ainda que pretende processar o site responsável pela primeira publicação da denúncia, alegando que a divulgação envolvendo o nome de sua esposa teria causado constrangimentos indevidos à família.
Também procurado pela reportagem do Extra de Rondônia, Flávio Pagani afirmou que as acusações não procedem e classificou o caso como motivação política. “Mas não procede. Sou assessor sempre atuante com o deputado. Coisa de campanha”, declarou.
No momento em que foi contatado por aplicativo de mensagens, Flávio estava acompanhando o deputado Fernando Máximo em agendas realizadas em Vilhena nesta terça-feira, 26. Segundo ele, o parlamentar participava de compromissos ligados a um programa de saúde na cidade.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de entrevista com o deputado, Flávio respondeu: “Agora ele está acompanhando os pacientes de um programa de saúde” e acrescentou que talvez o parlamentar não conseguisse atender a reportagem devido à sequência de compromissos. “Não sei se vai conseguir, tem outras agendas já”, afirmou.













