
Uma confraternização entre familiares terminou em violência na noite de domingo (19), em Vilhena, após uma discussão evoluir para disparos de arma de fogo, luta corporal e a apreensão de dois revólveres.
Conforme informações apuradas pela reportagem do Extra de Rondônia, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de tiros em via pública e, ao chegar ao local, encontrou dois homens em luta corporal. Durante a intervenção, uma testemunha informou que havia uma arma de fogo caída na rua.
Os policiais apreenderam um revólver calibre .38, da marca Taurus, carregado com três munições deflagradas e três percutidas. Segundo testemunhas, a arma seria do suspeito.
De acordo com os relatos, familiares brincavam de “bets” na rua quando um homem passou pelo local conduzindo uma motocicleta em alta velocidade. Após ser advertido sobre a forma de condução do veículo, ele teria parado e arremessado um revólver calibre .22, que atingiu o rosto de outro homem, causando um corte no lábio superior. Em seguida, deixou o local.
Pouco tempo depois, o suspeito retornou na garupa de outra motocicleta, desta vez armado com um revólver calibre .38. Conforme as testemunhas, ele exigiu a devolução da primeira arma e, diante da recusa, efetuou três disparos em direção ao desafeto. Nenhum dos tiros atingiu as pessoas que estavam no local.
Após os disparos, os dois entraram em luta corporal, momento em que o revólver calibre .38 caiu no chão. Uma testemunha recolheu a arma e a deixou sobre a via para facilitar sua localização pelos policiais. A mesma pessoa também entregou espontaneamente o revólver calibre .22, que havia sido escondido dentro da residência após ser arremessado, além de indicar onde estavam as munições.
Em depoimento, o suspeito afirmou que apenas tentava recuperar o revólver calibre .22 e negou ser proprietário da arma calibre .38. Ele também alegou ter sido agredido por diversas pessoas durante a confusão.
A Polícia Militar constatou que os envolvidos apresentavam sinais de embriaguez. Durante a verificação das armas, foi identificado que o revólver calibre .22 estava com a numeração de identificação suprimida, o que, em tese, configura crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão. Segundo a PM, devido ao seu estado de exaltação, foi necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e dos demais envolvidos.
Os dois revólveres, munições, um capacete e outros objetos relacionados à ocorrência foram apreendidos e encaminhados à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde o caso foi apresentado à Polícia Civil para as providências cabíveis.














