
O ex-deputado estadual e federal Luiz Cláudio cumpriu agenda nesta quarta-feira, 19, em Vilhena, momento em que visitou a redação do Extra de Rondônia, quando falou sobre sua candidatura a deputado federal pelo PSD.
Ele busca retornar à Câmara dos Deputados tendo como uma das principais bandeiras a defesa do setor produtivo.
Luiz Cláudio afirmou que sua trajetória política sempre esteve ligada ao campo e à cidade. Antes da candidatura, comandou a Emater-RO por cerca de cinco meses, período em que, segundo ele, atuou na melhoria salarial dos servidores e na ampliação do acesso dos pequenos produtores ao crédito.
Entre as ações citadas está uma linha de microcrédito de aproximadamente R$ 150 milhões, destinada à agricultura familiar, com financiamentos de até R$ 35 mil, juros de 0,5% ao ano, prazo de três anos e possibilidade de desconto de 40% no pagamento. Ele também destacou a distribuição de mais de 3 milhões de mudas de café clonal em Rondônia.
Segundo Luiz Cláudio, a decisão de disputar novamente uma vaga na Câmara ocorreu após receber apoio de lideranças rurais, do governador e do ex-governador Ivo Cassol.
Na campanha, o candidato afirma que pretende priorizar o agronegócio, a produção rural e a infraestrutura necessária para o escoamento.
Ele citou a produção de café, grãos e carne bovina como setores fundamentais para a economia de Rondônia e lembrou sua participação, como secretário estadual, no processo que levou o Estado, em 2003, ao reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa com vacinação.
Outra proposta apresentada é a alteração de regras relacionadas à regularização ambiental. Luiz Cláudio afirma que produtores enfrentam dificuldades devido a passivos ambientais e embargos e defende mudanças para possibilitar a regularização de determinadas áreas abertas entre 2012 e 2022. “Essa é uma das principais propostas minhas, de alterar isso através de lei ou de decreto”, afirmou.
Luiz Cláudio também demonstrou preocupação com os efeitos da Reforma Tributária sobre Rondônia, principalmente em relação ao setor produtivo e aos incentivos fiscais utilizados para atrair empresas.
Na avaliação apresentada pelo candidato, o Estado precisará ampliar a produção nas áreas já abertas para fortalecer a economia e compensar eventuais perdas de arrecadação provocadas pelas mudanças no sistema tributário.
VALOR DO PEDÁGIO NA BR-364 TAMBÉM FOI CRITICADO
Luiz Cláudio lembrou que, quando exerceu mandato de deputado federal, entre 2015 e 2019, acompanhava as discussões sobre as rodovias federais de Rondônia e afirmou ter sido contrário à concessão da BR-364 naquele período.
Agora, defende medidas para reduzir as tarifas. “Eu não quero dizer aqui que eu vou acabar com esse pedágio, porque eu acho que isso aí é só a Justiça. Mas é possível brigar para reduzir esse preço, essa tarifa”, afirmou.
Segundo ele, o valor cobrado interfere no custo de transporte da produção e acaba refletindo também sobre os consumidores.
ATUAÇÃO NA COMISSÃO DE AGRICULTURA
Ao relembrar sua passagem pela Câmara dos Deputados, Luiz Cláudio citou sua atuação na Comissão de Agricultura e uma emenda que, segundo ele, estendeu à Região Norte benefícios de uma proposta inicialmente destinada a produtores do Nordeste afetados por problemas climáticos.
De acordo com o ex-deputado, a medida alcançou cerca de 15 mil produtores em Rondônia. Ele também mencionou sua participação nas articulações para a conclusão de viadutos em Porto Velho e da ponte sobre o rio Madeira, na região de Abunã, como parte de sua atuação parlamentar.
TRAJETÓRIA
Ao falar sobre a campanha, Luiz Cláudio afirmou que o eleitor deve avaliar a trajetória, a biografia e as propostas dos candidatos.
Para ele, os oito deputados federais de Rondônia precisam ter conhecimento e capacidade de articulação para defender os interesses do Estado no Congresso Nacional. “Que olhe o passado das pessoas. Veja a biografia de cada um. O que ele já fez. E também veja o que é que ele quer fazer”, declarou.
Luiz Cláudio também defendeu uma campanha sem compra de votos e afirmou que pretende manter contato com comunidades, associações, sindicatos, cooperativas e prefeituras durante a campanha e, caso seja eleito, ao longo do mandato.












