segunda-feira, 31 de agosto de 2026.

Festival Amazônico de Teatro reúne artistas de cinco estados em Vilhena

7ª edição do evento levou espetáculos, oficinas, apresentações musicais e atividades acessíveis em Libras a diferentes espaços da cidade

Vilhena recebeu, entre os dias 26 e 29 de agosto, a 7ª edição do Festival Amazônico de Teatro (FAT), que reuniu artistas e grupos de diferentes estados da Amazônia Legal. Durante quatro dias, a população teve acesso gratuito a espetáculos teatrais, monólogos, oficinas, contação de histórias, apresentações musicais e rodas de conversa.

Realizado pelo Teatro Wankabuki, com apoio da Prefeitura de Vilhena, por meio da Fundação Cultural, o festival promoveu o intercâmbio entre artistas de Rondônia, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Amapá, colocando em circulação diferentes linguagens e propostas das artes cênicas produzidas na região.

A programação começou com a contação de histórias “Velhinha Maluquete: Maluca por Histórias”, apresentada pela artista vilhenense Lu Rodrigues. No mesmo dia, foi realizada a oficina “Corpos em Suspensão: Introdução à Pesquisa Aérea e Criação em Trapézio”, conduzida por Klindson Cruz, de Porto Velho.

Durante os dias seguintes, o público também participou de atividades voltadas à experimentação corporal e à criação artística. Entre elas estiveram a “Oficina Teatral para Corpos Dissidentes”, do Grupo Jurubebas de Teatro, de Manaus, e “Construindo Ambientes: Práticas entre a Linguagem da Cena e a Instalação”, ministrada por Otavio de Sousa, de Ji-Paraná.

Os espetáculos ocuparam diferentes espaços de Vilhena. A Escola Genival Nunes recebeu a apresentação de “Ensaio Geral”. Já “O Homem e as Caixas”, do Grupo LimAcs, de Cuiabá, integrou a programação, assim como o monólogo “Jornada Bufa”, apresentado pelo artista Jhou Santos, de Macapá.

O Teatro Wankabuki também foi palco de apresentações, entre elas “Papisa Joana”, do Grupo Jurubebas de Teatro, de Manaus. As atividades foram acompanhadas por rodas de conversa, permitindo que artistas e público trocassem experiências após algumas das apresentações.

A programação também contou com recursos de acessibilidade em Libras. Sete pessoas da comunidade surda participaram de atividades do festival e acompanharam os espetáculos “Abaeté”, do Achados e Perdidos Produções, e “Tucumã e Buriti: as brocadas do Tarumã-Açu”, do Grupo Jurubebas de Teatro, além do show musical de Gabi Schmadecke e Gabriel Cavalli.

A utilização de diferentes espaços da cidade e a oferta de atividades gratuitas fizeram parte da proposta de aproximar novos públicos do teatro, contribuindo para a formação de plateia e para a ampliação do acesso às produções culturais.

Ao longo dos quatro dias, o Festival Amazônico de Teatro promoveu o encontro entre artistas de diferentes territórios e apresentou ao público de Vilhena uma diversidade de linguagens, estéticas e narrativas produzidas na Amazônia Legal.

Para o Teatro Wankabuki, o FAT também representa um espaço de fortalecimento da produção teatral regional, de formação artística e de intercâmbio entre profissionais da área.

Com o encerramento da 7ª edição, Vilhena voltou a receber uma programação voltada à circulação e valorização das artes cênicas produzidas na região amazônica, reunindo artistas, grupos e público em diferentes espaços do município.

Compartilhe:

ATENÇÃO

Proibido copiar conteúdo desta página!