
Os acadêmicos do 2º ano do curso de Medicina Maria Eduarda Brandão Gabriel Rêgo e Matheus Henrique Borba Morais de Oliveira foram contemplados com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fortalecendo a inserção de acadêmicos da graduação em atividades de pesquisa científica desde os primeiros anos da formação médica.
Maria Eduarda Brandão Gabriel Rêgo foi indicada como bolsista na modalidade Iniciação Científica (IC), enquanto Matheus Henrique Borba Morais de Oliveira recebeu bolsa na modalidade IT. As bolsas têm vigência de 1º de outubro de 2026 a 31 de agosto de 2027.
Os dois acadêmicos estão vinculados ao projeto “Avaliação virológica, imunológica e genética em portadores crônicos monoinfectados com vírus da hepatite B e coinfectados com vírus Delta”, atuando em diferentes subprojetos relacionados às hepatites virais e às formas avançadas de doença hepática.
Matheus Borba desenvolverá o subprojeto “Avaliação clínico-molecular dos casos de hepatite Delta na progressão do hepatocarcinoma celular na Região Norte”. A pesquisa busca compreender aspectos clínicos e moleculares associados à evolução da hepatite Delta e sua possível relação com a progressão para hepatocarcinoma celular, considerando as particularidades epidemiológicas da Região Norte.
Maria Brandão atuará no subprojeto “Análise clínica da doença hepática avançada e identificação de biomarcadores de hepatocarcinoma celular em pacientes infectados por HBV e/ou HDV”. O estudo tem como foco a avaliação de pacientes com formas avançadas de doença hepática e a investigação de biomarcadores que possam contribuir para a compreensão dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do hepatocarcinoma celular.
As pesquisas abordam um relevante problema de saúde, especialmente na Amazônia, região em que as hepatites virais apresentam características epidemiológicas particulares. A investigação sobre HBV e HDV contribui para ampliar o conhecimento acerca da progressão da doença hepática e dos fatores associados às suas formas mais graves.
Para Maria Brandão, a bolsa de Iniciação Científica representa a oportunidade de vivenciar de forma mais próxima diferentes etapas da produção do conhecimento. “Participar de uma pesquisa ainda no início da graduação permite compreender que a Medicina também é construída pela investigação científica. É uma oportunidade de aprender, desenvolver responsabilidade com os dados e enxergar de forma mais ampla os problemas que encontramos na prática em saúde”, destacou.
Matheus Borba ressalta que a participação no projeto amplia as possibilidades de formação acadêmica para além das atividades desenvolvidas em sala de aula. “Estar inserido em um projeto dessa dimensão nos coloca em contato com pesquisadores, métodos e questões científicas que complementam a formação médica. É uma experiência que exige dedicação, mas que também proporciona um aprendizado muito importante para nossa trajetória acadêmica”, afirmou.
A professora Marcela Alvares Oliveira destaca que a inserção precoce dos acadêmicos na pesquisa contribui para uma formação médica mais crítica e baseada em evidências. “Ter dois acadêmicos do segundo ano contemplados com bolsas do CNPq é uma conquista importante. Mais do que a bolsa em si, significa colocá-los em contato com a pesquisa real, com perguntas que ainda precisam ser respondidas e com a responsabilidade de produzir conhecimento científico de qualidade. Esse tipo de experiência modifica a forma como o acadêmico compreende a própria formação e o papel da ciência na Medicina”, ressaltou.
A participação em projetos dessa natureza também fortalece a integração entre graduação, pesquisa e formação científica. Ao longo do período da bolsa, Maria Brandão e Matheus Borba terão a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre hepatites virais, doença hepática avançada, investigação clínico-molecular, biomarcadores e produção científica.
A conquista reforça o incentivo à iniciação científica e à formação em pesquisa no curso de Medicina, demonstrando que a aproximação com a ciência pode começar ainda nos primeiros anos da graduação e contribuir para a formação de profissionais preparados para compreender e investigar problemas de saúde relevantes para a população amazônica.










