
Um grupo de profissionais da área de saúde visitou a redação do Extra de Rondônia, na manhã desta segunda-feira, 31, para falar do trabalho realizado para conter o avanço da Dengue, Zika e Chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, em Vilhena.
Na redação do site, Suzemar Ferreira Moreira (Chefe do Núcleo de doenças transmissíveis setorial da AGEVISA/ RO), Magna Ferreira (Coordenadora dengue), Carla Brasil (Apoiadora do Ministério da Saúde), Juliana Kovalskski (Apoiadora das 3º Regional de Saúde) e Clair da Cunha (agente de endemias em Vilhena) mostraram preocupação quanto às doenças e analisam soluções.
“Estamos em Vilhena para saber a situação real do município. Na AGEVISA, conseguimos ver números. E, de imediato, ver o que podemos oferecer para conter o avanço da doença no município. Estamos analisando se há alguma forma de trabalhar, se há falhas e passíveis de ajustes imediatos e de trazer informação necessária”, disse Suzemar.
Entretanto, o grupo também solicitou o apoio da população na limpeza das casas para evitar o criadouro do mosquito. “Uma única fêmea do mosquito Aedes Aegypti consegue botar 400 ovos por dia e consegue picar até 21 pessoas por dia. Por isso, precisamos do apoio dos moradores da cidade, cada um limpando sua casa, não deixando água parada”, observou.
Questionada sobre a aplicação de Fumacê como alternativa para reduzir a doença no município, Suzemar alertou quanto à utilização do inseticida, expelindo veneno pelas ruas da cidade. “Tem um estudo feito em São Paulo que, para cada 100 casas, a gente consegue encontrar, em média, 5 mil ovos do mosquito, para 100 mosquitos. Ou seja: temos muito possibilidade de trabalhar com a prevenção do que jogando o tão famoso fumacê nos mosquitos alados. O Fumacê, além dele combater o mosquito que está voando, só tem efetividade de 15 a 30 minutos, e costuma afetar a microfauna, tais como abelhas, passarinhos. Então, é pouco benefício”, analisou.
Ela afirmou que que há 84 casos de Chikungunya formalizados no sistema do município, mas podem existir mais porque aguardam outros exames. “Mas temos 84 para 21 casos de dengue positivo”, disse.
Ela recomendou aos moradores, em caso de sinais da doença, que procurem rapidamente atendimento médico. Informações e denúncias através dos telefones (069) 3322-4084 e 3321-4667.