
Durante a sessão da Câmara Municipal de Vilhena, realizada na manhã desta terça-feira, 1º, o presidente da Casa, Dr. Celso Machado, fez duras cobranças sobre dois temas de grande impacto para o município: a falta de autonomia na gestão do Hospital Regional (HR), administrado pela organização Chavantes, e a defasagem salarial dos secretários municipais, que desempenham funções estratégicas na administração pública.
Dr. Celso criticou a falta de gerência da organização Chavantes, destacando que os gestores locais não possuem autonomia para tomar decisões importantes. Segundo ele, essa centralização tem resultado em inúmeros problemas e na queda na qualidade dos serviços desde novembro de 2024.
Outro ponto preocupante, segundo o parlamentar, é que o responsável pela gestão da Chavantes fica mais de mês sem visitar o município, o que comprometeria ainda mais o acompanhamento da situação e a tomada de decisões para solucionar os problemas enfrentados pelo hospital.
Explica que vereadores vêm buscando respostas e soluções para as dificuldades encontradas na unidade de saúde, mas, até o momento, a organização não tem oferecido esclarecimentos satisfatórios.
Diante desse cenário, Dr. Celso cobrou ações imediatas para que a administração do hospital se torne mais eficiente e que a Chavantes passe a dar mais autonomia aos gestores locais, permitindo que as decisões sejam tomadas com base na realidade do município e nas necessidades da população.
SALÁRIOS DEFASADOS DE SECRETÁRIOS
Em outro momento de sua fala, o presidente da Câmara cobrou do Executivo Municipal a valorização dos secretários municipais, que enfrentam uma defasagem salarial significativa, mesmo comandando pastas estratégicas com orçamentos milionários.
Destaca que os secretários municipais de Vilhena desempenham funções essenciais para o funcionamento da cidade, gerenciando setores como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Muitos desses profissionais lidam com orçamentos que ultrapassam R$ 100 milhões por ano e assumem a responsabilidade por decisões complexas, frequentemente resultando em processos judiciais. Apesar disso, o salário líquido de um secretário municipal é de apenas R$ 5.900,00, valor considerado incompatível com a grandeza da função e os desafios do cargo.
Dr. Celso ressaltou ainda que Vilhena, mesmo sendo a segunda maior arrecadação do estado, paga salários inferiores a cidades bem menores. “Temos municípios com apenas 10% do tamanho de Vilhena pagando melhores salários para seus secretários. Isso demonstra uma falta de valorização desses profissionais, que são fundamentais para o desenvolvimento da cidade”, afirmou.
IMPACTOS DA DESVALORIZAÇÃO
Dr. Celso disse que a falta de um salário competitivo pode trazer consequências graves para a gestão pública de Vilhena. Sem a devida valorização, o município corre o risco de perder profissionais qualificados para outras cidades ou até para o setor privado, reduzindo a eficiência da administração municipal. Além disso, a sobrecarga de responsabilidades e a constante exposição a processos judiciais sem um respaldo financeiro adequado podem desmotivar os secretários, impactando diretamente a qualidade dos serviços prestados à população.
O vereador reforçou que é necessário um reajuste salarial para garantir que Vilhena possa contar com gestores preparados e comprometidos com o progresso da cidade. “Não podemos exigir excelência de nossos secretários se não lhes damos condições dignas de trabalho. A valorização desses profissionais é essencial para que Vilhena continue crescendo com eficiência e responsabilidade”, concluiu o presidente da Câmara.
O presidente da Câmara garantiu que continuará cobrando respostas tanto da organização Chavantes quanto do Executivo Municipal, buscando soluções concretas para garantir uma administração pública mais eficiente e um atendimento de qualidade à população.