
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que mantém a decisão de não disputar uma vaga no Senado e declarou que considera inviável entregar o comando do Estado a alguém em quem não confia, sem citar nomes, mas referindo-se diretamente ao vice-governador Sérgio Gonçalves, a quem chamou de “traidor”.
As declarações foram dadas em entrevista ao jornalista Everton Leoni, da SIC News, nesta segunda-feira, 12.
Ao ser questionado sobre seu futuro político, Marcos Rocha deixou claro que, neste momento, não pretende ser candidato ao Senado, mesmo reconhecendo que decisões políticas podem gerar impactos internos e externos.
Segundo ele, a escolha envolve consequências diretas para aliados próximos e integrantes de sua equipe.
DECISÃO DE NÃO DISPUTAR O SENADO
Durante a entrevista, o governador afirmou que a decisão de não concorrer ao Senado afeta nomes que hoje são apontados como pré-candidatos, incluindo pessoas próximas. Ele citou sua esposa Luana Rocha, atual secretária de Assistência Social, que é pré-candidata a deputada federal, destacando sua atuação parlamentar e força eleitoral, e afirmou que ela teria se colocado à disposição para apoiar a decisão que fosse tomada.
Marcos Rocha também mencionou o irmão, Sandro Rocha, explicando que ambos seriam diretamente impactados caso ele optasse por não disputar o cargo, já que, segundo ele, a decisão interfere nos projetos políticos de pessoas do seu entorno.
CRÍTICAS AO VICE-GOVERNADOR
Em um dos trechos mais contundentes da entrevista, o governador declarou: “É muito difícil eu querer entregar o governo do estado de Rondônia nas mãos de alguém que me traiu”.
A fala foi direcionada ao vice-governador Sérgio Gonçalves, citado por Marcos Rocha como alguém em quem não confia para assumir o comando do Executivo estadual.
O governador afirmou ainda que costuma se expressar de forma direta e que está ciente de que partes da entrevista podem ser repercutidas de forma isolada em redes sociais e veículos de comunicação.
POSSIBILIDADE DE REVISÃO FUTURA
Embora tenha reafirmado que não é candidato ao Senado, Marcos Rocha afirmou que decisões políticas podem ser revistas, mas ressaltou que mudanças desse tipo são difíceis e dependem de vários fatores. “Pode ser que volte atrás, se for a vontade de Deus”, destacou.











