sábado, 14 de fevereiro de 2026.

Rondônia tem tradição de eleger governadores com experiência como prefeitos e tendência pode continuar nas eleições de 2026

Por enquanto, três chefes do Executivo Municipal confirmaram pré-candidaturas ao pleito eleitoral de outubro
Ex-prefeitos que chegaram ao Governo do Estado / Foto: Divulgação

Ao longo da história política de Rondônia, uma característica tem se repetido nas eleições estaduais: a escolha de governadores que já exerceram mandato como prefeitos antes de assumir o comando do Executivo estadual, sediado em Porto Velho.

Desde a redemocratização, a maioria dos chefes do Palácio Rio Madeira construiu sua trajetória na administração municipal antes de chegar ao governo do estado.

O primeiro governador eleito de Rondônia, Jerônimo Santana, foi prefeito de Porto Velho antes de assumir o cargo estadual, inaugurando uma trajetória que se tornaria recorrente na política rondoniense.

Na década de 1990, Valdir Raupp chegou ao governo após ter administrado Rolim de Moura. O mesmo município também projetou Ivo Cassol, que foi prefeito da cidade antes de governar o estado por dois mandatos. Já Confúcio Moura comandou a prefeitura de Ariquemes antes de ser eleito governador, exercendo dois mandatos consecutivos entre 2011 e 2018.

Outro nome que seguiu essa trajetória foi José de Abreu Bianco, que foi prefeito de Ji-Paraná antes de assumir o Executivo estadual.

Entre os eleitos ao governo, as exceções à tradição de prefeitos que ascendem ao Palácio Rio Madeira são Osvaldo Piana, Daniel Pereira e Marcos Rocha, que não haviam exercido mandato como prefeitos antes de chegar ao cargo.

No caso de Osvaldo Piana, a eleição ocorreu em um contexto marcado por um fato inusitado e de grande repercussão política: o assassinato de Olavo Pires, que era apontado como um dos favoritos na disputa e tinha fortes possibilidades de avançar ao segundo turno. À época, Valdir Raupp disputava o governo pela primeira vez e poderia ter enfrentado Olavo Pires em uma configuração considerada competitiva. O crime alterou o cenário eleitoral daquele pleito.

Já a eleição de Marcos Rocha, em 2018, ocorreu em um ambiente político influenciado pelo fortalecimento nacional da candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, contexto que impactou disputas estaduais em diferentes regiões do país.

Para as próximas eleições estaduais, há possibilidade de a tradição se repetir, já que existem três pré-candidatos deste contexto na corrida ao Palácio Getúlio Vargas. Entre os nomes cotados estão o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria; o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro de Miranda Júnior; e o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que governou a capital por dois mandatos consecutivos.

Caso um desses pré-candidatos confirme participação na disputa e venha a ser eleito, Rondônia poderá manter o histórico de eleger para o governo estadual gestores com experiência prévia à frente de administrações municipais, reforçando uma característica recorrente da política estadual desde a redemocratização.

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