terça-feira, 24 de fevereiro de 2026.

CPMI do INSS: Coronel Chrisóstomo cobra coerência do governo e defende avanço das investigações

Deputado exibiu vídeo com fala do presidente Lula, cobrou apoio à investigação e voltou a afirmar que foi o primeiro a propor a apuração das fraudes no INSS
Foto: Assessoria

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — “Que o governo iria pedir uma CPI. Eu falei, eu, na minha opinião, a CPI deve ser feita pelo governo. Vamos convocar a CPI para desbaratinar quem é que participou dessa quadrilha” — abriu a fala do deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) durante sessão da CPMI do INSS realizada nesta terça-feira (23), em Brasília.

Na ocasião, o parlamentar exibiu o vídeo com a declaração do presidente e afirmou que, se a orientação é investigar, não haveria motivo para votar contra os requerimentos apresentados no âmbito da comissão.

Coronel Chrisóstomo informou que foi o primeiro deputado a colher assinaturas para a criação da CPI, em 23 de abril de 2025. Segundo ele, a iniciativa ganhou força com o apoio da senadora Damares Alves e da deputada Coronel Fernanda, resultando na instalação da CPMI. O deputado sustenta que a comissão é necessária para identificar os responsáveis por descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Durante o discurso, o parlamentar mencionou o depoimento de uma sócia de empresas investigadas, que teria negado conhecimento sobre movimentações financeiras milionárias e exercido o direito ao silêncio. Para ele, é fundamental aprofundar as apurações e assegurar o comparecimento de todos os convocados. Também defendeu que a presidência da comissão dialogue com o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o regular andamento dos trabalhos.

O deputado afirmou ainda que tem recebido relatos de aposentados em Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena que estariam recebendo valores inferiores ao devido. Segundo ele, cabe à CPMI apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.

Ao encerrar, Coronel Chrisóstomo voltou a defender uma investigação ampla sobre os casos relacionados ao INSS e afirmou que a comissão precisa apresentar respostas concretas ao país, com a identificação dos responsáveis e a devolução dos recursos aos beneficiários prejudicados.

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